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Informação nº 148 – NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA EMEF

Comunicado SNTSF “NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA EMEF”:

. Face às recentes notícias sobre a privatização da EMEF, o sindicato enviou uma carta ao presidente da CP a solicitar uma reunião para falar sobre este assunto.A notícia insere-se numa estratégia do governo com vista a criar, na sociedade, o ambiente para privatizar/concessionar tudo aquilo que é público e 10 anos passados sobre a destruição a SOREFAME, os trabalhadores da EMEF têm que reforçar a sua mobilização para impedir que aconteça o mesmo nesta empresa.Esta é mais uma razão para a participação de TODOS os ferroviários no DIA DE PROTESTO FERROVIÁRIO a realizar no próximo dia 4 de Fevereiro. .
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24/01/2014 | 19:14 | Dinheiro Vivo

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O Governo decidiu privatizar a empresa de autocarros de turismo Carristur e ainda a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), apurou o Dinheiro Vivo. Quer isto dizer que as duas companhias não vão integrar as concessões dos transportes que o Executivo pretende lançar ainda este ano.

Em causa está o facto de ambas terem resultados positivos e boas perspectivas de crescimento a nível nacional e internacional, o que as torna mais vendáveis.

A Carristur “tem lucros há 12 anos e o EBITDA tem sido sempre positivo”, disse ao Dinheiro Vivo, o diretor-geral da empresa, António Proença. Por exemplo, em 2012 – as últimas contas fechadas – o EBITDA foi de 2,39 milhões. Além disso, em 2013 reforçaram a frota com mais 21 autocarros, somando agora 100, e contrataram mais 25 condutores. É por isso que uma possível privatização não assusta António Proença. “Estamos a fazer bem o nosso trabalho e qualquer acionista que vier será bem vindo”, disse.

Criada em 1998 para coordenar os transportes da Expo 98, a Carristur tem hoje outros negócios além dos autocarros de dois pisos que circulam em Lisboa. Tem vários tipos de veículos turísticos em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Guimarães e Funchal; o Aerobus, o serviço Mobcasharing e ainda, desde 2010, uma escola de formação de motoristas.

Já a EMEF, regressou aos lucros em 2012, mas só depois de uma pesada reestruturação que obrigou a fechar a fábrica da Figueira da Foz e a despedir 350 trabalhadores desde 2010. Assim, em 2012 conseguiu resultados líquidos de 6,3 milhões e um resultado operacional de 8,2 milhões que compara com os 244 mil do ano anterior. Além disso, em Novembro fecharam uma encomenda de um milhão de euros com a Mota-Engil, para construir 25 vagões para a requalificação da linha ferroviária de Nacala, em Moçambique, uma obra da construtora.

A internacionalização é, aliás, um dos grandes objetivos da empresa de manutenção e construção ferroviária dado que em Portugal há pouco ou nenhum trabalho. Segundo o relatório e contas de 2012, a EMEF não espera ter trabalho novo nem com a CP com os Metropolitanos, dado que são recentes e precisam apenas de manutenção.

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