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Ferroviáros em jornada de luta com Dia de Protesto

lxOcupada_008A estação de Santa Apolónia, em Lisboa, reuniu na tarde de hoje reformados e trabalhadores no activo dos caminhos de ferro para o Dia de Protesto. Uma acção organizada para juntar os ferroviários descontentes com as opções da Tutela.

Em cima da mesa estiveram os cortes nos salários, os acordos de empresa, a intenção anunciada por parte do actual executivo de privatizar a EMEF, e a redução de 50% para 75% nos descontos de viagem para os ferroviários, e regime de concessões.

Sobre a redução nos salários, já efectiva em janeiro, foi avançado o que no entender da FECTRANS poderá ser um novo corte no rendimento. A troca das horas extraordinárias por dias de folga.

No contexto da EMEF, apontadas as recentes parcerias, que na leitura da Comissão de Trabalhadores (CT) se revelam desfavoraveis para as competências da empresa. Acusa o governo de “ querer fazer com a EMEF o que já fez à dez anos com a Sorefame, privatizar a empresa e empurrar os trabalhadores para o desemprego”, e de querer vender um activo para o país em detrimento da conjuntura, ” com resultado líquidos positivos de 6,3 milhões e com perspectivas de crescimento o que a torna apetecível para investidores. ” 

Para os reformados,  existe a frustração de ainda não ter sido neste orçamento que o regime de concessões foi devolvido. A representante  da Inter Reformados referiu sobre as concessões que através ”   reuniões conseguidas e oficios,  já reduziram de “50% para 75%” o custo das viagens. No entanto, não deixou de apontar que os ferroviários reformados não podem desisitir das suas concessões, e sublinhou “que uma vitória dos reformados neste tema será para todos“, referindo-se aos ferroviários no activo.

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Luís Antunes, reformado e antigo factor na CP, respondeu a algumas questões da webrails.tv no sentido de ajudar a compreender a presença e o descontentamento dos reformados do sector ferroviário no Dia de Protesto.

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Da reunião saiu um mandato para que dia 18 de fevereiro aconteça um Encontro Nacional de Representantes de Trabalhadores e Reformados Ferroviários,  onde deverão ser discutidas as acções a desenvolver por ferroviários no activo e reformados.

A reunião terminou com o corte de via na Estação de Santa Apolónia.

O Dia de Protesto estendeu-se a outras cidades do país.

Rui Ribeiro