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TrainSpotter nº43

A publicação digital portuguesa TrainSpotter, dedicada às temáticas da ferrovia, já se encontra disponível na edição de Março de 2014.  Pedro Mêda assina o editorial da TrainSpotter  nº 43 .

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O mau tempo volta a provocar estragos. Este ano, a forte pluviosidade tem provocado a saturação dos solos e a elevação do nível regular dos cursos de água, sendo estes obrigados a transpor as suas margens, inundando campos e infraestruturas. Uma das situações mais críticas ocorreu na estação do Bombarral na linha do Oeste, onde uma inundação generalizada obrigou ao corte da circulação. Também além fronteiras o clima, e designadamente a agitação marítima, têm provocado estragos, sendo Dawlish no Reino Unido um dos locais mais referidos para constatar a agressividade dos agentes atmosféricos.

Merece também destaque, o crescente movimento cultural em torno da ferrovia. Da exposição patente no museu Berardo, passando pelas exposições permanentes nos núcleos museológicos da fundação e eventos pontuais ou periódicos como o encontro de módulos à escala H0, até programas de televisão sobre a temática, são variadas as temáticas, valorizando e dando cada vez sentido ao gosto “pelas coisas da ferrovia”.

Um dos assuntos na ordem do dia está relacionado com a publicação do relatório do Grupo de Trabalho IEVAS – Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado, publicado no passado dia 27 de Janeiro.

Este relatório, à parte dos pontos positivos e negativos que serão expostos em artigo próprio neste número, constitui-se como um instrumento ímpar não só ao nível dos resultados, mas sobretudo ao nível do envolvimento dos atores e do timming conseguido para a apresentação de resultados. O documento foca-se sobretudo numa visão de rentabilização das infraestruturas (nomeadamente as rodoviárias, ferroviárias, marítimo-portuárias e aeroportuárias) para o transporte de mercadorias. Serão discutidos os aspetos relacionados com a ferrovia e no seu interface com a rodovia e os portos, explorando-se entre outros, os projetos ferroviários prioritários selecionados. Um breve destaque para a forma de apresentação, de fácil leitura, não obstante das 400 e muitas páginas, contrapondo com a densidade dos anteriores planos estratégicos de transporte.

No estrito âmbito ferroviário, é um ponto favorável a identificação e hierarquização de grande parte dos problemas, grande parte deles já referidos em edições anteriores. O relatório permite apresentar a todos os responsáveis governamentais a localização desses problemas e qual a sua gravidade, fator que condicionará de futuro a realização de discursos infelizes, como alguns registados num passado recente.

Merece também uma nota, e de algum modo em articulação com o relatório produzido, a viagem organizada pela REFER à linha do Douro, destinada aos meios comunicação social. Utilizando a automotora Allan VIP recentemente adquirida à CP, a entidade responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária nacional deu a conhecer o estado de conservação e os problemas diários com que se confronta, para garantir a segurança das circulações nesta centenária linha, mas que reúne características que a tornam numa das mais belas do mundo.

Numa viagem ao passado recente, assinalamos os 10 anos da modernização da linha de Guimarães, reavivando na memória do leitor as saudosas UDD 9600, que durante décadas asseguraram as ligações ao Porto. Espaço também para projectar o futuro seguindo as tendências de outros países, como a França, onde se deu início aos ensaios de comboios de mercadorias com 1500 metros.

No mundo à escala H0, damos a conhecer o recentemente lançado veículo Sperry Rail.

São por isso muitos e diversos os assuntos que convidamos a ler em detalhe em mais uma edição da Trainspotter. Saudações Siderodromófilas e votos de uma boa leitura!

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A revista digital TrainSpotter é editada pela equipa do Portugal Ferroviário, o número 43 em .PDF pode ser descarregado AQUI