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Ferroviários da EMEF em Plenário

sntsfA EMEF avança amanhã dia 11 para um Plenário Nacional de trabalhadores no Entroncamento. Questões transversais aos ferroviários, e a necessidade de debater o futuro da empresa são  temas que deverão estar presentes no alinhamento das intervenções.

O Plenário Nacional inseres-se na semana de constestação no sector ferroviário público, mas tem a intenção de marcar posição contra uma eventual reorganização da EMEF que passe pela alienação da empresa.

De acordo com o Director Geral da EMEF, Alberto Castanho Ribeiro em declarações a uma revista de transportes no final de 2013, a empresa encontra-se em processo de reorganização, e procura a internacionalizar-se. ” A EMEF tem competências, mas tem de melhorar a sua capacidade de resposta e organização, para nos preparamos para os desafios da internacionalização.” referiu.

Uma reorganização que a Comissão de Trabalhadores (CT) aponta no sentido da privatização da empresa, dispensa de postos de trabalho e “perda de competências e capacidade inovadora que podem colocar em causa o futuro da empresa”. E lembra o fim da construção e renovação do parque de material ferroviário em Portugal, e actuais problemas de material circulante e  aluguer mais reparação fora de portas.

Um dos exemplos evocado ao nível das competências pelo CT passa pela deslocalização da Unidade de Inovação e Desenvolvimento da Amadora para o Porto, e a criação de uma empresa onde a competências e capacidade inovadora representam  35% .

A Unidade de Inovação e Desenvolvimento da EMEF e a Nomad formaram perto do final de 2013 a Nomad Tech. Uma parceria que aproveita a rede de vendas da Nomad para internacionalizar as ” soluções e produtos muito especificos, como a Telegestão,   Manutenção Baseada na Manutenção, Eficiência Energética e Conversores de Tracção [da EMEF]“ , assinalou Castanho Ribeiro na entrevista.

Segundo o responsável da EMEF uma parceria que surgiu pela falta de flexibilidade na internacionalização da empresa por se situar na esfera pública, ” a actual estrutura da EMEF – que é uma empresa pública sem capacidade ou agilidade comercial a nível internacional e que tem limitações para as suas deslocações – não iria permitir  que os seus produtos e serviços fossem devidamente aproveitados “

É esperada forte adesão por parte dos trabalhadores no activo, ex-trabalhadores e reformados ao Plenário. Está também prevista a presença e intervenção do Secretário Geral da CGTP.

Rui Ribeiro