free web
stats

Angola e Moçambique são prioridades para Manuel Queiró

CPcarga_O presidente da CP, Manuel Queiró, avançou para um periódico português que África pode ser um área importante para a dinamização da empresa enquanto grupo. Valorizando subsidiárias como a Fernave na área da formação e EMEF na manutenção e construção, em cooperação com  países africanos de língua oficial portuguesa.

De acordo com Manuel Queiró as duas empresas “São estratégicas, mas também são um instrumento ao serviço da CP e de Portugal no aumento da colaboração com Angola e Moçambique, num sector [ferroviário] que está em vésperas de uma expansão quase explosiva naqueles países”.

Notícias recentes mostram esse potencial “quase explosivo”, como por exemplo o interesse russo na construção de vagões em Angola avançado pela Rádio Nacional de Angola. Ou a entrada em operação de toda a extenção dos Caminhos de Ferro de Benguela na ligação Atlântico – República Democrática do Congo, que deverá acontencer ainda no decorrer de 2014. Por outro lado, a aguardada entrada em funcionamento das minas de ferro  e transporte via Caminho de ferro de Moçâmedes.

Um  quadro de oportunidades nos dois países que se pode abrir ao nível da manutenção, reparação e construção de material circulante, no apoio de optimização operacional e formação de quadros.

Outro reflexo aconteceu no passado mês de Fevereiro, com a passagem por Portugal de Gabriel Muthiss, Ministro dos Transportes de Moçambique, com visita ao parque Oficinal da EMEF no Entroncamento, e encontro com Cristina Dias e Rui Loureiro. Com fonte da visita a avançar “tratando-se de matéria que envolve a cooperação entre empresas ferroviárias, as partes chegaram a consenso que o avanço de um dos protocolos de logística depende do entendimento das respectivas Companhias Ferroviárias e não, necessariamente, da aprovação dos dois Governos (moçambicano e português)”   

Uma aposta que poderá passar também pelos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL), através da duplicação da via entre Bungo e Baía. Situação que deverá ocorrer até ao final de 2016. E colocar um desafio no actual  regime de exploração, com reprecursão nas frequências dos comboios de passageiro e mercadorias. Um estimulo no transporte ferroviário carga que deverá ser incrementado  com o progressivo aumento de importação e exportação via Porto de Luanda.

Rui Ribeiro