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Património ferroviário em destaque no MNF

mnf2501A sala do Comboio Real do Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento (MNF) acolheu durante o dia de hoje as “Jornadas do Património Ferroviário”. Um evento organizado para lançar pontos de partida para o Património Ferroviário pela CM do Entroncamento e Fundação Museu Nacional Ferroviário.

A webrails.tv acompanhou o painel da manhã com intervenções do antigo responsável do MNF, o professor Jorge Custódio, o Presidente da Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário, o professor Manuel Tão, e  Domingo Cuéllar da Renfe Viajeros S.A. A moderação do painel coube à Historiadora Ana Sousa do Arquivo Histórico da CP.

. Em declarações à webrails.tv o Presidente da CM de Entroncamento,  Jorge Faria, que abriu as “Jornadas do Património Ferroviário”, enquadrou a importância de trazer o património ferroviário a debate.
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Uma sala composta mostrou umas Jornadas do Património Ferroviário com vontade de mais momentos com mote no C.F. , e revelou o interesse dos caminhos que a iniciativa se propôs colocar em debate. Com propostas curiosas como a  ” Criação de públicos para o património e turismo ferroviário”, e paineis relevantes para haver ambição e produto como  o “Reflexão estratégica: Modelos de competitividade”, e “Turismo Ferroviário, um novo produto?”.

Do painel da manhã destacou-se uma postura exemplar na moderação, e três apresentações para dar lastro ao resto do dia.

A começar pela caracterização da conjuntura de desinvestimento na ferrovária com encerramentos de linhas e prioridade ao alcatrão, para Manuel Tão um caminho que revela-se como reflexo no desenvolvimento do Museu. Uma situação que começa logo ao nível das prioridades políticas, com a desvalorização do sector dos transportes na atribuição de uma  Secretaria de Estado em detrimento de um Ministério, ” uma contradição num país que se quer afirmar nos sectores Marítimo-Portuário e Turismo”, afirmou.  Para além das circunstâncias trilhadas pela ferrovia portuguesa, Manuel Tão apresentou pontos de vista para uma nova museologia em Portugal.

Jorge Custódio destacou a importância da investigação da documentação fotografica. Revelando leituras objectivas e subjectivas para compor a História. Para ilustrar a apresentação, o professor da Universidade Nova, recuperou  trabalhos desenvolvidos por fotografos de finais do Séc. XIX e inícios do Séc. XX, dentro da temática ferroviária numa época caracterizada pela construção ferroviária. Emílio Biel foi a grande referência na apresentação do professor, de um trabalho mais vasto e que passa, segundo Jorge Custódio, por referênciar o vapor em Portugal.

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De Espanha veio uma apresentação valiosa para a cidade ferroviária do Entroncamento. Domingos Cuéllar trouxe “A história da ferrovia no desenvolvimento dos centros urbanos”. Um projecto lançado em 2003 para fazer o inventário dos povoados ferroviários.

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Rui Ribeiro