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Ferroviários agravam formas de luta em Março!

DSC_0218Na primeira semana de Março os trabalhadores ferroviarios voltam á carga com novas formas de luta. Greves para os dias 6 de Março na CP e CP- Carga e para dia 7 de Março na REFER e participação na manifestação nacional no sector dos transportes marcada para dia 9 de Março.

Estas foram algumas das iniciativas saídas da reunião que se realizou na passada sexta-feira dia 15 de Fevereiro, das organizações de trabalhadores ferroviários, onde decidiram entregar os pré-avisos de greve, no seguimento das lutas desenvolvidas no dia 14 “Luto Ferroviário”, em todo o País.

Estão ainda marcadas greves às horas extraordinárias, dias de descanso e feriados cujo os pré-avisos já foram submetidos pelos vários sindicatos.

Greve na CP e CP Carga, nos períodos: de 1mar a 2abr2013 (SFRCI) e de 28fev a 31mar2013 (SMAQ); Greve na CP, CP Carga e REFER, nos períodos: de 1 a 31mar2013 (SNTSF e SINFB).

Por decisão do tribunal arbitral, foram determinados os serviços mínimos com o acórdão, Nºs Processos: 09 e 10/2013 – SM, cujo teor pode ser visto aqui:

http://www.ces.pt/download/1318/Proc%20N%BA%209_10_2013_SM_DECISAO.pdf

Segundo as organizações dos trabalhadores os motivos porque estão os trabalhadores em greve são:

O Acordo de Empresa da CP estipula qual è a remuneração de quem trabalha na nossa empresa. A Administração da CP rasgou este Acordo com a desculpa de que o novo Código do Trabalho obrigava a reduzir atrozmente a remuneração do trabalho feito em dia de folga do trabalhador, feito além do horário de trabalho regulamentar ou feito em dia feriado.

O novo Código do Trabalho só estipula os valores mínimos a pagar (por exemplo o salário mínimo nacional) e não obriga nenhuma empresa a baixar as remunerações dos seus trabalhadores tal como confirmou a própria Autoridade para as Condições de Trabalho. Desde que foi confrontada com a sua mentira, a Administração da CP recusou, até hoje, voltar a dialogar com os trabalhadores.

Os trabalhadores não tiveram alternativa e recusam, por meio de uma greve legal: trabalhar para lá do horário regulamentar, trabalhar em dia de descanso ou trabalhar em dia feriado. Todo o restante serviço é realizado 24h/dia, 7dias/semana distribuídos em turnos de duração média de 8h.

 Na CP muitas das “horas extraordinárias” servem para esconder trabalho regular. Está na mão da CP contratar mais pessoal para acabar com as “horas extraordinárias”.