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Linha da Beira Baixa com video vigilância de taludes

beirabaixaPonteFozCerejoEntrou em funcionamento o primeiro equipamento de monitorização remota, por video vigilância, do sistema de detecção de queda de taludes na Linha da Beira Baixa, informou nota da REFER. O Gestor de infraestrutura ferroviária tenciona replicar até ao final de 2014  o sistemas de video vigilância em mais 3 pontos com sistemas de detecção de queda de objectos já identificados nas Portas de Rodão.

Este é um sistema de baixo custo que vai  permitir optimizar a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, destaca a REFER. Trata-se de um “sistema que, suportado nos sistemas de sinalização, transmissão de dados e vídeo, disponibiliza em tempo real e com elevados padrões de segurança e fiabilidade, imagens de um local que se pretenda monitorizar e que permitem no Centro de Comando Operacional de Lisboa, onde é monitorizada essa linha, de dia e de noite e até mesmo em condições atmosféricas adversas, decidir sobre a continuação da marcha dos comboios.”, avança fonte da REFER.

A solução tem por base a engenharia do Grupo REFER. Com o sistema operacional o gestor espera ter ganhos em termos de exploração, e dar um contributo para a melhoria da fiabilidade do modo ferroviário.

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Sistema de detecção de queda de taludes

As linhas férreas construídas a meia encosta e acompanhando cursos de água, paisagisticamente de grande beleza, exigem acrescidos esforços de manutenção para garantir a circulação ferroviária em segurança, sendo determinante a contenção das barreiras envolventes.

A REFER – em resultado do levantamento dos pontos com maior potencial de risco – tem vindo a fazer um esforço significativo nesse sentido promovendo, ao longo dos últimos anos, diversas obras de contenção de taludes, especialmente relevantes nas linhas do Douro e Beira Baixa.

Complementarmente tem investido em sistemas automáticos de deteção de queda de objetos, tendo os primeiros sido instalados em 2005 em quatro locais distintos da Linha da Beira Baixa, na zona das Portas de Rodão.

Estes sistemas, que dispõem de sensores que se encontram ligados à sinalização ferroviária, detetam a queda de blocos rochosos originando um alarme que determina a suspensão da circulação dos comboios até que se confirme o efetivo desimpedimento da via.

Apesar dos evidentes benefícios destes sistemas para a segurança ferroviária, o despoletar de um alarme crítico implica normalmente interrupções prolongadas da circulação tendo em conta a necessidade de avaliar, localmente, os danos causados e a existência de condições objetivas para retomar ou não a circulação ferroviária.

Com a experiência recolhida ao longo dos últimos anos, concluiu-se que numa percentagem muito significativa as quedas de pedras não inviabilizam a circulação o que motivou o desenvolvimento dum sistema de monitorização remota do local através de video vigilância que, de forma segura e inequívoca, permita à REFER avaliar as condições de circulação no local.

REFER

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Rui Ribeiro