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Passeio pela Rota do Património Ferroviário

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rotundabarreiroAs associações integrantes do projecto L realizam um Passeio pela Rota do Património Ferroviário do Barreiro com inicio na antiga Estação Barreiro Mar, no dia 21 de Setembro às 15,30, seguido de um lanche/convívio pelas 18 horas no Espaço L – Antiga Estação do Lavradio.

Com esta actividade procura-se chamar a atenção para a situação do Património Ferroviário na actualidade e para a sua importância histórica, enquanto elemento aglutinador da identidade cultural do Barreiro. Numa perspectiva de futuro, entende-se que a diversidade e a qualidade do património ferroviário, ainda existente no concelho, pode potenciar-se como uma âncora de desenvolvimento local.

Por outro lado, coloca-se às associações a necessidade de angariar fundos e materiais, para a recuperação da antiga Estação do Lavradio, tarefa que está a ser levada a cabo pelas quatro associações integrantes do projecto L, desde 2013.

A história:

Em 1855 a Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo adquiriu terrenos, para implantação da rede ferroviária do Sul, cujo troço inicial Barreiro/Vendas Novas ficou concluído, e foi festivamente inaugurado pelo rei D. Pedro V e festejado pela da população do Barreiro e arredores, em 2 de Fevereiro de 1859. Aberto à circulação no dia 1 de Fevereiro de 1861, o caminho-de-ferro foi portador de inovação e transformações profundas, colocando o Barreiro como principal eixo de ligação entre o Norte e o Sul do País.

A influência que o caminho-de-ferro exerceu sobre a vida dos barreirenses e os desenvolvimentos daí resultantes, deu origem a um fenómeno de múltiplos aspectos sociais – de que destacamos o associativismo ferroviário; uma cultura técnica específica; um vasto e valioso conjunto de património edificado – que designamos por cultura ferroviária.

A cultura ferroviária está muito presente na vida da cidade, mas, o seu aspecto mais visível é, justamente, o património edificado resultante da actividade ferroviária.

Motivação:

A valorização do património ferroviário, enquanto memória do passado e âncora de desenvolvimento no futuro

As preocupações que nos movem, enquanto associações de carácter cultural, prendem-se com a percepção que temos de que, tendo sido o transporte ferroviário o paradigma de desenvolvimento industrial do Barreiro durante mais de 150 anos, actividade hoje praticamente residual em consequência da retirada de valências ao Pólo Ferroviário do Barreiro – em termos operativos e oficinais, o que tem significado a perda contínua de postos de trabalho – colocou-se em risco um importante conjunto de património arquitectónico construído que, rapidamente entrou em degradação. A situação poderá agravar-se ainda mais, com o previsível encerramento das Oficinas Gerais e o abandono a que parte das instalações ferroviárias estão votadas,

Porque entendemos que os barreirenses não podem ficar indiferentes ao abandono e destruição do seu património, parte integrante da memória e da história da cidade que é preciso preservar, e ainda por se considerar o património ferroviário como um dos elementos mais estruturantes da identidade cultural desta terra – urge afirmar o interesse pela sua valorização, promoção e transformação numa das âncoras de desenvolvimento local, no âmbito mais vasto das políticas de turismo cultural.

Só interessa cuidar do património e da memória se estes contribuírem, de forma positiva, para a melhoria da qualidade de vida no presente e no futuro.

MOVIMENTO CÍVICO DE SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO DO BARREIRO

ASSOCIAÇÃO BARREIRO PATRIMÓNIO MEMÓRIA E FUTÚRO

ASSOCIAÇÃO COLECTIVIDADES CONCELHO BARREIRO

 

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