free web
stats

Linha do Sena reabriu ao tráfego

mz_LsenaObrasSegundo  informou a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, o canal ferroviário do Sena reabriu ao tráfego , permitindo o regresso à actividade dos grupos mineiros brasileiro Vale e anglo-australiano Rio Rinto.

A  ligação entre a província de Tete e o porto da Beira foi encerrada ao tráfego no dia 12 de Fevereiro na sequência de cheias e um descarrilamento, e obrigou a Vale e a  Rio Tinto a declararem motivos de força maior para suspenderem contratos, no caso da primeira e parar a actividade mineira no caso da segunda.

Em declarações do responsável pelo projecto de repação  da linha, Sancho Júnior, disse segunda-feira à agência financeira Reuters, que na passada semana foi enviada uma carta aos exportadores de carvão informando sobre a data de reabertura da linha mas que até à data ainda não foi enviada qualquer composição.

Quando anunciou a impossibilidade de cumprir os contratos, o grupo brasileiro Vale informou ir deixar de exportar pelo menos 250 mil toneladas de carvão.

O presidente da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, Rosário Mualeia, disse que os problemas com a linha do Sena advêm do facto de quando se iniciou a sua reconstrução o transporte de carvão não fazer parte da equação.

“A carga máxima prevista era de 3 milhões de toneladas por ano estando nós a agora a tentar fazer com que aceite 5 milhões de toneladas de carga por ano e mesmo mais, o que vai exigir a revisão dos trabalhos de reparação da base onde a via assenta”, disse ainda Mualeia.

Por outro lado, o carvão extraído em Moçambique deverá começar a ser exportado a partir do terminal de carvão do porto de Nacala em finais de Dezembro de 2014, data em que as obras em curso deverão estar concluídas, de acordo com responsáveis do Corredor Logístico Integrado de Norte (CLIN).

De acordo com o diário Notícias, de Maputo, aqueles responsáveis da CLIN, uma parceria público-privada entre o grupo brasileiro Vale e a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, disseram que o terminal de carvão, a partir do qual será escoado o carvão extraído em Moatize, província de Tete, terá capacidade para 18 milhões de toneladas/ano.

Além da construção do terminal de carvão, o CLIN vai construir uma linha de caminho-de-ferro com uma extensão de 912 quilómetros que parte da região carbonífera de Moatize, passa pelo vizinho Malawi e pela província de Nampula, onde serão reparados 684 quilómetros da actual linha e construídos 228 quilómetros de nova linha até ao porto de carvão na ponta Namuachi, na baía de Nacala.

A linha de caminho-de-ferro a ser construída terá uma capacidade de 40 milhões de toneladas por ano, 30 milhões dos quais reservados para a Vale, que assim disporá de um transporte adicional para escoar o carvão extraído em Moatize, sendo a restante capacidade colocada à disposição de outras empresas ou particulares.

Ambos os empreendimentos, a serem construídos de raiz, exigirão um esforço financeiro estimado em 1,5 mil milhões de dólares a ser garantido pelo CLIN, em que a subsidiária do grupo brasileiro Vale, a Vale Moçambique, tem uma participação de 80% e a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique os restantes 20%.