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Transporte ferroviário de mercadorias previsto no porto de Luanda para Março

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Porto de Luanda / Foto: Gad 2006

O transporte de cargas por caminho-de-ferro em Angola a partir do porto de Luanda deve iniciar-se este mês Março após paralisação de 20 anos, afirmou o director comercial da empresa Caminhos de Ferro de Luanda.

Citado pela imprensa angolana, Isaac Mateus disse que a carga seguirá pela linha reconstruída até à cidade de Malange, a cerca de 250 quilómetros da capital e, em data ainda não definida, a partir do terminal da Boa Vista até Viana, uma cidade a 26 quilómetros a este da capital onde existe um pólo industrial.

“Agora que dispomos de uma linha de caminho-de-ferro no porto, esperemos que as empresas comecem a utilizar este meio de transporte ao invés de camiões”, disse ainda Mateus.

O governo angolano despendeu cerca de 600 milhões de dólares e dois anos para, com a ajuda de empréstimos e de operários da China, reconstruir as principais linhas de caminho-de-ferro que saem da capital, Luanda.

Isaac Mateus adiantou que estão a ser negociados contratos com a Sonangol Distribuidora, do grupo Sonangol, para transportar gás butano de Luanda para Malange e gasóleo para o Dondo e acrescentou que actualmente a Multiparques, uma empresa angolana de contentores, é o maior cliente, seguido da empresa de construção civil Chinatec Corp, que envia gravilha para a província do Cuanza Norte.

Angola é um mercado atractivo para investimentos no transporte de cargas em contentor, disse o director em Angola do grupo Maersk, Cláudio Rosa, citado pelo Jornal de Angola.

Rosa adiantou que a produtividade portuária do grupo, em Angola, registou melhorias nos últimos seis anos, ao sair de sete movimentos por hora em 2006 para 25 movimentos em 2012.

“Uma década após o fim da guerra, Angola continua a crescer e apresenta-se altamente atractivo para investimentos”, salientou Cláudio Rosa, adiantando que a reconstrução e a insuficiente produção interna de alimentos impulsionam a importação, fazendo com que o número de contentores aumente entre 8% e 12% ao ano.

Angola representa 5% do volume total de movimentação de contentores do grupo Maersk para o continente africano e 8% das receitas totais.

Em território angolano, a Maersk detém 25% do mercado, sendo 16% pertencentes à Maersk Line e os restantes 9% à sua subsidiária Safmarine.

A movimentação de contentores em Angola cresceu 18% em 2012 comparativamente a 2011, em que se registou um aumento de 11%, prevendo-se para este ano um crescimento de 10% devido ao abrandamento económico da zona euro.

Dados do Conselho Nacional de Carregadores relativos ao primeiro semestre de 2012 mostram que 70% do mercado angolano é controlado por três operadores, Maersk Line Angola e Safmarine, Delmas/CMA CGM e Nile Dutch.