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Carvão deverá aumentar volume de produção em Moçambique

carvaoA consumação, nos próximos 18 a 24 meses, de mais seis contractos com empresas mineradoras na indústria moçambicana do carvão vai aumentar gradualmente a produção para entre 10 e 15 milhões de toneladas, cifra que poderá atingir 50 milhões quando as futuras infra-estruturas de escoamento estiveram totalmente operacionais.

Para o efeito, está – se na fase conclusiva da construção da ferrovia de Nacala, com 900 quilómetros, que será usada para o escoamento do carvão produzido na bacia carbonífera de Moatize, província central de Tete, para além da assinatura do contrato para a construção da ferrovia de Macuze, na Zambézia, assim como a reabilitação das infra-estruturas portuárias da Beira e Nacala, resultantes de parcerias público-privadas, que desempenham um papel fundamental nesta indústria.
Segundo a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, que falava hoje, em Maputo, na 4/a Reunião Anual Sobre o Carvão em Moçambique, está para breve a assinatura de mais dois contractos de exploração do carvão na província central de Tete, dos quais um para uma mina subterrânea.
Não obstante todos os contractos que o país vai consumar, Bias apontou com preocupação a queda do preço do carvão no mercado internacional, facto que compromete as projecções previstas para o sector no capítulo da produção, exportação, emprego, entre outros.
“A situação gera um outro desafio importante que é a necessidade de prestar mais atenção em relação as condições em que as empresas estão a operar, assim como criar condições para reduzir os impactos negativos daí decorrentes”, sublinhou a ministra.
Desta feita, segundo a titular da pasta dos recursos minerais, o governo continua a trabalhar com as operadoras do carvão no sentido de identificar mecanismos que possam melhorar a sustentabilidade da indústria do carvão, tais como questões tarifárias, logísticas, de entre outras.
Segundo Bias, a situação é provisória embora pouco se saiba quanto tempo vai durar devido a outros factores afins, mas a governante manifesta-se optimista na breve reversão da situação e o desiderato do governo é que mais indústrias venham ao país para usar o carvão, internamente.
“Existem iniciativas visando usar o carvão para a geração de energia, transformar o carvão em outros produtos e nós vamos continuar a encorajar para que isso seja uma realidade”, disse a fonte, apontando que a indústria extractiva do carvão, em particular, deve ser vista em ambas perspectivas: exportação e uso interno
No encontro de Maputo, as atenções incidiram sobre temas como a actualização sobre os corredores, a resposta a demanda do fornecimento, redes de transportes e inovações no transporte de carvão, entre outros temas.