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CFM – Centro regista comboios superlotados

mzMapViajar de comboio da cidade portuária da Beira para a vila carbonífera de Moatize, na província de Tete ou para a vila municipal de Marromeu, em Sofala, é um autêntico martírio. Dada a exiguidade de carruagens, homens e mulheres disputam as poucas existentes e há passageiros que chegam a percorrer mais de 500 quilómetros de pé, avança o jornal moçambicano “O País”

De acordo com a publicação, “Homens, mulheres e crianças de diferentes idades acotovelava-se nas entradas das oito carruagens disponíveis no sentido de conseguirem um lugar para se acomodarem.”, assinalou a equipa de Reportagem de jornal que testemunhou a partida de um comboio rumo a Moatize:

A procura daquele meio de transporte na ligação ferroviária tem aumentado. A publicação refere que desde a reintrodução de circulações, há cerca de dois anos, nos eixos Beira e Moatize, e Marromeu, a procura tem crescido diariamente.

O comerciante João Simango, disse à publicação:  “ Vim a Beira adquirir mercadoria e agora estou de volta e não tenho alternativa, senão viajar de pé. De carro, sei que a viagem é mais rápida e talvez até cómoda, mas sai muito mais carro. Os custos chegam até a triplicar, daí que viajar de comboio é vantajoso. Apelamos aos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) a prestarem atenção especial à forma como viajamos, pois estamos a pagar as nossas passagens”.