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MNF – SMF

carlos_pl Foi por acaso e com surpresa que, em casa de amigos, entre copos e conversas, folhei uma brochura que verifiquei ser o catálogo de uma marca de roupa regional com fotografias feitas no Museu Nacional Ferroviário. O Comboio Real havia servido de cenário a uma boa parte das imagens.
Na ficha técnica consta: Fotografia e Produção: Glow Fashion Prod. Design Media Glam & Eventes. Modelos: Glow Models e, para retirar qualquer dúvida, Apoio: Museu Nacional Ferroviário.

O profissionalismo do trabalho não se pode medir pela má qualidade das reproduções que aqui divulgo, mas pode, em parte, ser visto no catálogo on-line da marca em: http://www.smf-jeans.com . Não sei se estou a cometer alguma ilegalidade em divulgar as imagens ou em poder promover uma marca. Se o estou confesso não ser essa a intenção.

carlos_pl_O que me moveu a escrever este post foi algo que julgo essencial para a promoção de um desenvolvimento integrado de matriz regional: uma cooperação entre entidades vizinhas, profissionalmente exigente, de que não só resulte uma mais valia para ambas, mas que promova dinâmicas que valorizem globalmente a comunidade.

Neste catálogo surpreenderam-me as imagens do MNF, por serem registadas mesmo antes da sua abertura. O que está de acordo com a sensibilidade que acredita na sua potencialidade cultural e económica, que partilha da expectativa pública de como será o Museu e que tem grande dificuldade em entender o sucessivo adiamento da sua reabertura. Surpreendeu-me muito, também, a qualidade do trabalho. Já me cansa o amadorismo provinciano que a falta que de gosto e de saber, agravado (ou mais difícil de disfarçar) pela falta de dinheiro dos últimos tempos. Se é usual o uso do património cultural e natural regional em imagens promocionais e/ou publicitárias, não é menos verdade que quase tudo o que se tem feito é de um amadorismo confrangedor. Ou o é pela fotografia, ou pelo modelo, ou pela encenação, ou pela representação, ou pelo guião, ou pelo guarda roupa ou pelo texto, ou por tudo isto e ainda por outras coisas de que agora não me lembro. Mas é. Desde que se possa fazer sem pagar ou, pelo menos, não se pagando muito, vale tudo. O problema é que muita da boa da gente que decide ainda não percebeu que, por esse caminho, não se chega a lado nenhum. Parabéns, pois, à SMF e ao MNF pelo catálogo.

Surripiei a brochura com a convincente argumentação de que os meus amigos facilmente arranjariam outra e que eu queria ficar com esta. Dela aqui acabei de dar notícia, registei-a com o número CF 305 e, de seguida, arquivá-la-ei, para que não se perca.

autor: Carlos Barbosa Ferreira