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Município do Entroncamento assume posição face ao Património Público Ferroviário

EntronBairroFerroCamoesConfrontado com a disponibilidade da REFER Património para alienar os terrenos do Bairro e Escola Camões, o município do Entroncamento assumiu posição face à situação. Em oficio dirigido à empresa do Grupo REFER que gere o património ferroviário, explicou porque faz parte da solução para o espaço, e deu conta da indisponibilidade do Município para viabilizar um eventual desvirtuar do antigo bairro ferroviário.

O património público ferroviário, aqui representado pelo Bairro Camões, faz parte da identidade da cidade, sendo considerado um elemento importante para a sua valorização, já que o Entroncamento ” nasceu, cresceu e desenvolveu-se com o Caminho-de-ferro, “ começa por explicar o Município no Oficio. A ”  identidade em torno da ferrovia, uma espécie de ADN social, constituem características que nos diferenciam enquanto comunidade e constituem uma valia no confronto com outras cidades e territórios, “ adianta a autarquia, reflectindo a aposta na visão integrada do património ferroviário edificado para a localidade. Que para a Câmara Municipal deve prolongar-se para além do Museu Nacional Ferroviário, a outros pólos que marcam essa identidade na cidade. Caso dos diferentes bairros ferroviários e Escola Camões.

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Em discurso directo para a webrails.tv Jorge Faria, presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, avançou algumas  hipóteses que suportam a visão integrada de ser parte da solução para o Bairro Camões.

No registo, o autarca também destacou que a CME se encontra atenta a ferramentas de financiamento, referindo que existem mecanismos que permitirão viabilizar a solução.  Ainda no Entroncamento lembrou que existem outros conjuntos Bairros ferroviários que também merecem este tipo de reflexão, terminou por dizer.

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Por outro lado, importa abordar a postura de valorização de “produto” da actual dinâmica da REFER Património, que acaba por ser um estimulo para a reacção do Entroncamento. Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, já referiu que espera ” um acréscimo do proveitos pelos melhores activos e pelo desenvolvimento do seu potencial “ na ordem dos 500 milhões euros em cinco anos com o sedimentar a IP Infraestruturas de Portugal. E com a REFER Património a ter um papel activo na gestão de ”  uma extensa lista de activos imobiliários que terão de ser rentabilizados “, onde se enquadra a venda ou concessão de património público ferroviário, para alcançar o objectivo. Em contraste preservar num contexto de fruição cultural e histórico que valorize a temática ferroviária.

Um dilema que o Entroncamento respondeu, e sublinha no oficio: ” Não tendo a REFER, até ao momento, encontrado meios para o fazer e tendo colocado à venda este património colectivo, serve a presente para comunicar a V. Exas. que esta Câmara Municipal não viabilizará qualquer solução construtiva para aquele espaço que não mantenha a traça arquitectónica e características que o caracterizam. ”

Entretanto, resta referir que o Oficio seguiu para a empresa que gere o património ferroviário no passado dia 8 de Janeiro. E que para além do Entroncamento se ver como parte da solução para o Bairro Camões, e existindo interesse em vender a autarquia fez a sua oferta: ” uma proposta de compra pelo valor simbólica de  1 euro.

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Sobre o bairro a publicação digital O Mirante refere: composto por 14 grupos de duas casas e por quatro casas isoladas, num total de 32 habitações térreas com pequenos quintais, a maioria das quais bastante degradadas e com janelas e portas entaipadas desde 2009 para evitar os frequentes actos de vandalismo de que vinham sendo alvo, integra também um edifício escola, datado de 1926, com assinatura dos arquitectos Luíz da Cunha e Cotinelli Telmo, onde chegou a funcionar o Liceu, nos anos 70, e entre 1980 e 2001, o Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento, estando ao abandono desde então.

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