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Ferroviários unidos preparam posição a 6 de Março

luta_Decorreu esta quinta-feira em Lisboa uma marcha de representantes dos trabalhadores do sector ferroviário. CT’s da CP, CP Carga, EMEF, REFER,  ORT’s, reformados, e ferroviários que se juntaram ao protesto, unidos marcaram posição contra as intenção de privatização, fusão, subconcessões e concessões dos ferroviários, para o sector.

A marcha teve inicio na Calçada do Duque depois da Comissão de Trabalhadores (CT) da CP  ter dado um enquadramento para a conjuntura no sector. O ferroviário apontou as intenções do actual Governo em proceder à ” liquidação/privatização da EMEF e da CP Carga, fusão da REFER e EP, subconcessões dos serviços lucrativos da CP, e a devolução das concessões de transportes, “ num caminho que tem vindo a ser trilhado por sucessivos Executivos, referiu. Para lembrar a necessidade dos ferroviários assumirem posição em plataforma, e não deixarem aos outros a capacidade de modelar o seu futuro já em reunião no dia 6 de Março.

Um linha reforçada pelo líder do SMAQ já depois da marcha ter chegado ao Largo do Camões. ” Nós, tudo o que pudermos fazer, tudo o que sejamos em conjunto, unidos, capazes de fazer, não deixaremos. Oporemos a que tais politicas se concretizem, “ afirmou José Medeiros. Lembrou a vontade, que destacou em fim da mandato, do actual governo para acabar com a CP Carga. ” Nós vamos lutar contra a privatização da CP Carga,” uma empresa que considerou ter resultados operacionais próximos do equilíbrio, e que pode ter um evolução ainda maior. ” Vamos fazer conjuntamente um confronto directo, mas sério, com propostas para soluções, mas também de luta e de confronto até termos resultados que acautelem estas empresas, o caminho de ferro ao serviço do país, “ rematou para terminar a intervenção.

O coordenador do SNTSF, Abílio Carvalho, fechou as intervenções. ” A ofensiva ao sector ferroviário é muito mais que uma ofensiva privatizadora, com este governo a aposta é cada vez mais a pulverização do sector ferroviário, “ declarou, referindo-se aos objectivos traçados para as empresas do sector. Como a privatização do controlo de tráfego ferroviário, a venda dos terminais intermodais, ou divisão da rede ferroviária nacional para ser concessionada pela futura Infraestruturas de Portugal.

Mas o sindicalista considerou que este momento é também uma continuação da ” ofensiva geral contra os trabalhadores, “ através da paulatina precarização do sector. E apontou exemplos como a redução do valor do trabalho, do desvalorizar da contratação colectiva, e aumento da desregulamentação do tempo de trabalho. Ou indiferença na reposição do direito ao transporte de reformados e ferroviários no activo.

A terminar, o sindicalista defendeu um grande momento de luta de todo o sector dos transportes, e apelou à união de todos os ferroviários na defesa dos direitos, das empresas, e do país.

O documento saído da iniciativa seguia que seguiu até ao Ministério da Economia :

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Sr Secretário de Estado dos Transportes:

Somos Ferroviários.
Sofremos os mais brutais ataques do actual governo: roubos nos salários e nas reformas; desrespeito pela nossa contratação colectiva; redução de direitos e de remunerações; aumento da carga fiscal e dos custos com os serviços públicos essenciais; roubo das concessões de transporte.

Sofremos como ferroviários mas também como Portugueses as consequências da degradação do sector ferroviário nacional, fruto de um processo que este governo não inaugurou mas se encarregou de intensificar Aliás, aquilo que o Governo pela sua mão hoje tenta impor no sector a ser concretizado, seria uma machadada de custos colossais e consequências irreversíveis, de que é exemplo o caminho já trilhado por alguns países europeus e dos quais deveríamos tirar ilações. No nosso caso falamos de questões como a destruição da REFER no quadro da sua fusão com as Estradas de Portugal e das ameaças de liquidação/privatização da CP Carga e da EMEF matérias que além de não serem decididas em Bruxelas, como o Sr Secretário afirma, tentando cobardemente lavar as mãos de uma decisão que cabe inteiramente ao Governo, se somam ao velho objectivo de entregar as linhas lucrativas da CP à exploração privada.

Não temos pois muitas ilusões ou expectativas face ao actual governo. E até queremos sublinhar que o actual Governo não possui a menor legitimidade para impor um pacote desta dimensão, para mais na fase terminal do seu mandato e quando os seus projectos não reúnem qualquer consenso no seio da ferrovia nacional ou da sociedade portuguesa.

É por isso que hoje, mais do que um ultimato ou um caderno reivindicativo, queremos deixar ao governo um apelo: parem de atacar a ferrovia! Ouçam os ferroviários e os seus alertas! Aprendam com quem conhece a ferrovia, as suas necessidade e potencialidades! Abandonem os vossos preconceitos ideológicos e a vossa cega submissão aos interesses das finanças e dos grandes grupos económicos!

Somos ferroviários!

Temos orgulho da riqueza que o nosso trabalho cria. Queremos ser parte da solução para os muitos problemas que o nosso país enfrenta. Lutamos pelos nossos direitos e pela nossa dignidade. Lutamos por uma ferrovia nacional ao serviço do nosso povo e da sua qualidade de vida, ao serviço da economia nacional e da soberania nacional.

Contra a liquidação/privatização da EMEF e da CP Carga Contra a destruição da REFER na fusão com a Estradas de Portugal Contra a entrega aos privados dos serviços lucrativos da CP Contra o roubo das concessões de transportes Pela Ferrovia, pelos Ferroviários, por Portugal!

Comissões de Trabalhadores da CP; CP Carga; REFER e EMEF
ASCEF; ASSIFECO; FECTRANS; SENSIQ; SINAFE; SINDEFER; SIOFA, SMAQ; SNAQ; SNTSF; STF
Comissão Central de Reformados

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