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GENTE DA VIA dia 18 na Cinemateca

cottinelliO documentário GENTE DA VIA, realizado por Cottinelli Telmo para a Companhia na primeira metade do Séc. XX, tem exibição esta quarta feira 18 na Cinemateca Portuguesa em Lisboa. A curta insere-se no ciclo ” Foco no Arquivo “, e passa juntamente com outros três documentário propostos para a sessão de Março.

 “GENTE DA VIA, aborda o quotidiano dos trabalhadores da conservação e do assentamento das linhas férreas na rede ferroviária portuguesa, mostrando-os com as ferramentas de trabalho, a caminho do local de actividade e os diferentes trabalhos de via, em função dos métodos de trabalho (reparações parciais ou revisão metódica), usando os instrumentos na colocação de travessas, no assentamento dos carris, no apertar das porcas, no espalhar do balastro, no apertar dos tirefonds, bem como os profissionais da conservação da via, assentadores, auxiliares, guarda de linha, chefe de distrito e chefe de lanço, “ refere Jorge Custódio, antigo Director do Museu Nacional Ferroviário, sobre o documentário de sete minutos realizado em 1938 por Cottinelli Telmo.

Ainda segundo Jorge Custódio, o filme insere-se numa série de documentários patrocinados pela Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses, composta pelas curtas metragens “Máquinas e Maquinistas”, e “Obras de Arte”.

A sessão de quarta feira tem inicio marcado para as 18h30 na Sala Luís Pina. O alinhamento da sessão compreende o filme OBRA DA JUNTA AUTÓNOMA DAS ESTRADAS de Jorge Brum do Canto, 1934 – 37 min / mudo. De 1934 FÁBRICA DE LANIFÍCIOS DA BREIA – 4 min / mudo. COMÍCIOS ANTI-COMUNISTAS realizado em 1936 – 20 min / mudo. E de Cottinelli Telmo GENTE DA VIA, 1938 – 7 min / mudo.

De referir que o  ciclo ” Foco no Arquivo ” da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, tem o projecto WORKS como fio condutor. “WORKS – O trabalho no ecrã: um estudo de memórias e identidades sociais através do cinema” é um protejo em curso, que inclui já o estudo de cerca de 400 filmes do acervo da Cinemateca com o objetivo de analisar as representações do trabalho no cinema português e, de modo mais alargado, as relações entre o cinema e as identidades e memórias do trabalho ao longo do século XX. “Numa época em que o trabalho sofre alterações rápidas e profundas, esta rubrica propõe-se suscitar uma reflexão sobre as várias formas de filmar o trabalho, pondo em diálogo uma variedade de géneros e registos cinematográficos”, escreve a equipa de investigadores.