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Terminal flutuante para petróleo e gás inaugurado pelo CFM

Terminal-FlutuanteTerminal flutuante para petróleo e gás foi inaugurado na  cidade de Pemba na quarta-feira 13 de março , em Cabo Delgado. O terminal vai oferecer  segurança e qualidade às empresas que operam na Bacia do Rovuma.

Constituído por um aterro de acesso, com cerca de cem metros de comprimento e uma plataforma flutuante de acostagem capaz de receber dois navios em simultâneo, o novo cais é propriedade da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), devendo ser gerida com base num contrato a ser rubricado com a firma Balloré Africa Logistics.

Num comunicado, os CFM dão conta que o novo cais flutuante, cuja construção custou cerca de 12 milhões de dólares, é o primeiro do género no país e foi concebido exclusivamente para manusear petróleo e gás.

Sobre o assunto, a Ballore Africa refere que a nova infra-estrutura vai reverter a actual situação em que o manuseamento daqueles produtos era feito no cais comercial do Porto de Pemba, sendo que com a inauguração do novo terminal fica aliviado para receber mais navios e responder de maneira independente às necessidades de manuseamento de outro tipo de carga.

Ilidia Rocha, Directora de vendas da companhia, explica que o novo Terminal vai fornecer respostas rápidas e mais baratas às necessidades de manuseamento de gás e produtos petrolíferos comparativamente ao porto tradicional, o que vai permitir o desenvolvimento comercial do porto de Pemba e o consequente crescimento da economia naquela região do norte do país.

A construção do Terminal Petroleiro de Pemba é um projecto alinhado com o Plano Director para o Gás Natural em Moçambique, aprovado no ano passado no pressuposto de que apesar do grande potencial de hidrocarbonetos que possui, Moçambique tem poucas infra-estruturas e um grande défice de força de trabalho qualificada, factores que podem condicionar o alcance do objectivo de se tornar num importante actor mundial nos mercados de hidrocarbonetos, sobretudo do gás natural.

Um estudo desenvolvido no âmbito do plano director indica que devido à sua fraca capacidade interna para explorar recursos como o gás natural e outros que vão sendo descobertos, Moçambique continua a depender de promotores externos para poder rentabilizar os recursos.

Em 2011 duas companhias petrolíferas internacionais, nomeadamente a Anadarko Petroleum e a ENI anunciaram descobertas de 33 a 38 triliões de pés cúbicos de gás natural recuperável ao largo da costa na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

Prospecções feitas à posterior sugeriram que a bacia do Rovuma pode conter reservas superiores a 100 triliões de pés cúbicos de gás natural recuperável. Com efeito, duas outras empresas internacionais, nomeadamente a Statoil, da Noruega, e a Petronas, da Malásia, lançaram-se igualmente em operações de pesquisa que se espera venham a produzir resultados que confirmem as previsões.