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Segurança na Linha da Beira Baixa reforçada com videovigilância

img: Antero Pires

img: Antero Pires

Entraram hoje em funcionamento na Linha da Beira Baixa três novos locais com monitorização do Sistema de Deteção e Queda de Blocos através de videovigilância. Com o acesso video de alta resolução aos locais em tempo real a REFER espera obter ganhos em termos de exploração e aumentar as condições de segurança na circulação.

As linhas férreas construídas a meia encosta e acompanhando cursos de água, paisagisticamente de grande beleza, exigem acrescidos esforços de manutenção para garantir a circulação ferroviária em segurança, sendo determinante a contenção das barreiras envolventes.

A REFER – em resultado do levantamento dos pontos com maior potencial de risco – tem vindo a fazer um esforço significativo nesse sentido promovendo, ao longo dos últimos anos, diversas obras de contenção de taludes, especialmente relevantes nas linhas do Douro e Beira Baixa.

Complementarmente tem investido em sistemas automáticos de deteção de queda de blocos tendo os primeiros sido instalados em 2005 em quatro locais distintos da Linha da Beira Baixa, na zona das Portas de Rodão protegendo 1130m de linha, em plena via.

Estes sistemas, que dispõem de sensores que se encontram ligados à sinalização ferroviária, detetam a queda de blocos rochosos originando um alarme que determina a suspensão da circulação dos comboios até que se confirme o efetivo desimpedimento da via.

Apesar dos evidentes benefícios destes sistemas para a segurança ferroviária, o despoletar de um alarme crítico implica, normalmente, interrupções prolongadas da circulação tendo em conta a necessidade de avaliar, localmente, os danos causados e a existência de condições objetivas para retomar ou não a circulação ferroviária.

Com a experiência adquirida ao longo dos últimos anos, a REFER concluiu que uma percentagem muito significativa de ocorrências as quedas de pedras não inviabilizam a circulação. Tal motivou o desenvolvimento de um sistema de monitorização remota dos locais, através de videovigilância, que, de forma segura e inequívoca, veio permitir à REFER avaliar as condições de circulação na linha.

Neste quadro o Grupo REFER especificou, desenvolveu e colocou em serviço um sistema que, suportado nos sistemas de sinalização e na transmissão de dados e vídeo, disponibiliza em tempo real e com elevados padrões de segurança e fiabilidade, imagens de um local que se pretenda monitorizar. O processo vem permitir ao Centro de Comando Operacional de Lisboa (CCO), onde essa linha é monitorizada de dia e de noite, e até mesmo em condições atmosféricas adversas, decidir sobre a continuação da marcha dos comboios.

Esta solução, implementada inicialmente em julho de 2014 num primeiro ponto da Linha da Beira Baixa entre o km 34,530 e o km 34,860, foi agora alargada aos outros três locais (entre os km 33,650 e 33,920; 60,200 e 60,500 e 61,350 e 61,892) da mesma linha, onde estão instalados sistemas de deteção de queda de blocos ficando operacional a partir desta quarta feira 20 de Maio.

Solução idêntica foi também implementada, já em 2011, na Linha do Douro. Por se tratar de um ponto crítico e de risco geotécnico elevado foi aplicado entre as bocas de dois túneis consecutivos, o Loureiro e o Má Passada (entre as estações de Ermida e Rede).

O sistema, tecnicamente eficiente e de investimento muito reduzido, representa um enorme ganho em termos de exploração, e virá dar um relevante contributo para a melhoria da fiabilidade do modo ferroviário, para além de evidenciar a capacidade da engenharia do Grupo REFER no desenvolvimento de soluções à medida que acrescentem valor ao sistema ferroviário nacional.

(redacção/refer)