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CFM inaugurou Museu Ferroviário

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img: Nova Marca

O operador ferroviário moçambicano Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) inaugurou na quinta-feira, dia 11 de Junho, o Museu dos CFM. O espaço serve de ponto de partida para mais de um Século de História ferroviária em Moçambique.

O Museu localiza-se na estação dos CFM, na baixa da capital moçambicana. Nele pode ser visto acervo, entre outras peças, composto por máquinas e ferramentas, ou material circulante, que fizeram a rotina diária da companhia na via em trânsito ou nas oficinas. Será também uma oportunidade para ir ao encontro do dia-a-dia  das profissões ferroviárias de maquinista, fogueiro, condutor, capataz e assentador de vias, revisor, mecânico e serralheiro, conferente de cargas, cobrador, operador de máquinas, entre outros profissionais da empresa.

Filipe Nyusi, Presidente da República de Moçambique, e antigo quadro dos CFM, presidiu à inauguração do espaço. “Eu sou quadro dos CFM e posso afirmar que aqui não se faz nada sozinho. Existe uma relação de interdependência entre os profissionais de diversas áreas do saber que fez com que a empresa atingisse o actual estágio de desenvolvimento”, disse Filipe Nyusi, para quem o Museu inaugurado deve manter viva a história dos operários de diversos escalões que tornaram possível a existência e permanência dos CFM.

Sobre o Museu dos CFM, referiu ainda que o espólio patente deve ser enriquecido e preservado porque não se trata apenas de uma história da empresa, mas sim dos Homens que deram tudo de si por esta companhia.

O presidente do Conselho de Administração dos CFM (PCA) também marcou presença.  Victor Pedro Gomes, explicou que a criação de um Museu dos CFM remonta aos anos 60, numa altura em que medidas de protecção dos espólios ferroviários constituíam uma tendência a nível mundial.

E destacou que na ocasião foi criado o Gabinete de História dos CFM, cujo trabalho resultou na publicação de duas obras de carácter histórico, nomeadamente “Apontamentos para a História dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique”, de Carlos Ribeiro, em 1965 e a “História dos Caminhos de Ferro de Moçambique”, de Alfredo Pereira de Lima publicado em 1971. A ideia de criar um Museu foi retomada em 1995 nas celebrações do centenário da linha férrea Lourenço Marques-Transvaal e ganhou novo incentivo no ano 2001, por impulso do então PCA, Rui Fonseca.