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Material de tracção da CP nos anos 80 fechou Ciclo de Exibições APAC

A Associação Portuguesa de Amigos dos Caminhos de ferro (APAC) fechou no passado dia 2o de Junho o Ciclo de Exibições lançado em Fevereiro. O dinamismo da sessão esteve a cargo de Fernando Pedreira que recuperou do seu arquivo de slides uma proposta para caracterizar  “O material de tracção da CP nos anos 80″ .

As exibições, dinamizadas essencialmente pelos associados da APAC, tiveram como mote abordar a temática ferroviária recuperando o seu saber, cultura e arquivo para mostrar porque é que os Caminhos de ferro apaixonam as pessoas . Embora estivesse previsto abordar no dia 20  «Um Ciclo Completo da Operação Ferroviária», por Nuno Barrento, um imprevisto levou Fernando Pedreira a dinamizar a sessão.

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Com o fecho do primeiro Ciclo de Exibições APAC a webrais.tv foi ao encontro dos corpos sociais da associação e falou com António Brancanes dos Reis, presidente da APAC, que fez um balanço do semestre de sessões.

Embora o programa para o segundo semestre de exibições ferroviárias ainda não esteja totalmente definido, a APAC já adiantou o arranque para 19 de Setembro. O novo ciclo de exibições inicia-se com o ponto de vista da circulação na operação ferroviária.

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O associado APAC recuperou a máquina do tempo (tela, projector e slides) e reprogramou para os tempos de material de tracção que fizeram o parque diesel da Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses nos anos oitenta. Para quem viveu esses tempos foi o recuperar de memórias, e histórias. Para quem nunca viveu foi a descoberta de variedade de material circulante e serviços, e um ambiente que a evolução tem vindo a sobrepor e fazer esquecer.

A proposta que apresentou, e que se estendeu de norte a sul, recuperou a grande variedade de material existe à época em via larga e estreita. Imagens de veículos tractores alocados à manobra, ou  em serviço comercial. Locomotivas Alco da CP série 1320 vindas de Espanha. Diesel CP Série 1300, as  Whitcomb, ou as English Electric da série CP 1800. E muitas outras em cenários hoje já desaparecidos. Como antiga estação de Tunes, e Lagos no Algarve. Ou um Barreiro ferroviário desconhecido, a fervilhar de vida como principal estação a sul do Tejo, justificando o termo Catedral do Diesel muitas vezes associado aquela vila de tradição operária. E para o final, Fernando Pedreira reservou uma brisa da tracção a vapor ainda existente à época. Com destaque para momentos de uma viagem em via estreita na Linha do Vouga.