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Privatizações do Grupo CP: Fundos e Bombardier quebram o silêncio

img Ricardo Santos

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Não fosse a necessidade dos dois fundos de investimento interessados na aquisição da CP Carga afirmarem posição, ou no caso da EMEF o veto do Tribunal de Contas (TdC) e a queixa de alegado financiamento indevido apresentado à Comissão Europeia, parte da Bombardier, e seria o silêncio sobre o processo de privatização em curso das duas empresas do universo CP Comboios de Portugal.

Depois de entregues no passado dia 30 de Junho, as propostas vinculativas escolhidas pela Tutela podem vir a ser conhecidas em breve. Mas se para a CP Carga a expectativa fica em saber se no final do processo a MSC Rail assume o papel de acionista maioritário, ou se abdica de terceiros e se lança como operador ferroviário de mercadorias português com os seus comboios. Já para a EMEF a dúvida passa por saber se não será um alívio para o Executivo manter a manutenção na CP Comboios de Portugal, aproveitando o “rebuçado”, e deixando a empresa ter mais ambição.

Entretanto Antena e Springwater, os fundos de capital de risco, numa altura em que a apreciação de cada um dos proponentes e da respectiva proposta vinculativa já deve estar pronta para ir a Conselho de Ministros, não deixaram de se posicionar. O fundo português Atena adiantou que “quer estabelecer parcerias internacionais para a CP Carga “  , acenando com um nome conhecido no sector, ” José Benoliel, ex-presidente da CP, será o ‘chairman’ da empresa de transporte de mercadorias”. E a Springwater a apostar na ” na internacionalização da empresa de transporte ferroviário e em novas áreas de negócio”, para fazer a diferença.

Dos que andam no terreno, a  CofiHol parecia ser a mais recatada, mas também se chegou à frente. A Holding sentiu necessidade de informar ” que prevê investir 23,5 milhões na CP Carga até 2019 “ .