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Museu da Macinhata uma ilha ferroviária? – Sernada Museu Vivo

img: Movimento Cívico Pela Linha do Vouga

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(09.07.2015 Parte 2) Por via de um protocolo rubricado em 2009 o Núcleo Museológico de Macinhata do Vouga assumiu uma gestão partilhada entre a autarquia de Águeda e a Fundação Museu Nacional Ferroviário. O compromisso levou a Câmara Municipal a promover e dinamizar o espaço museológico.

Aproveitamos então para seguir até Águeda, ao encontro da sede do município, para saber se estava a par da possibilidade, de com o fim da intervenção no troço  Águeda – Sernada do Vouga, ver o Núcleo Museológico de Macinhata do Vouga tornar-se um ilha ferroviária, com a linha do Vouga operacional poucos metros.

“Não estava até à pouco tempo,” começou por referir Jorge Almeida, vice-presidente da CM de Águeda, ” porque não tivemos conhecimento por parte da REFER de todo o projecto de intervenção. ” Mas adiantou que o detalhe é importante, e será esclarecido em reunião com o dono da obra, juntamente com outras questões ligadas a atravessamentos e passagens de nível.

O autarca sublinhou também a importância do acesso à secção museológica no contexto de execução de um projecto que prevê aumentar  significativamente a área de exposição ferroviária. ” Assim como é importante dar continuidade ao projecto que temos de ocupação da área ferroviária de Sernada do Vouga, e criarmos ali o tal conceito de Museu Vivo que estamos a trabalhar, e a preparar candidatura. “ Em 2009 a CM de Águeda, a Fundação Museu Nacional Ferroviário, a EMEF (Empresa de Manutenção do Equipamento Ferroviário), REFER e CP, rubricavam o ponto de partida para o projecto camarário denominado “Sernada – Museu Vivo” . Valorizando o eixo Sernada – Macinhata, considerado pelo autarca “o coração do Vale do Vouga”, remetendo para a época em que ramal de Aveiro e Linha do Vouga entroncavam em Sernada do Vouga.

 

. Pedro Zuquete, estudioso do Vale do Vouga e Especialista em Transportes, não identificou o conceito de ” Sernada Museu Vivo “, mas deu conta que existe potencial para um Museu em Movimento para no ” coração do Vale do Vouga” .
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Depois, na actualidade em parceria com a FMNF, não deixou de referir o crescente interesse da ” recriação histórica com um grupo cá da terra, que trás cada vez mais gente, “ ao núcleo da Macinhata. Uma iniciativa que se vem repetindo uma vez por mês na área museológica, e que se tem revelado uma aposta positiva para levar pessoas ao núcleo.

O vice-presidente destacou ainda a importância da Linha do Vouga no contexto da mobilidade da região, e a importância da intervenção em curso, apontado o facto de esta cruzar uma região densamente povoada necessitar desta obra para potenciar o meio de transporte. ” Se adaptarmos as circulações às necessidades das pessoas de certeza que temos mais utentes nos comboios, “ e em jeito de desafio, sugeriu que podia ser interessante comparar o número de passageiros que hoje se servem da Linha do Vouga, com os que usam a Linha da Beira Alta.

Amanhã seguimos para a última parte, com as respostas articuladas entre a FMNF e a IP-Infraestruturas de Portugal. (Parte 3)