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IP marca presença na FILDA

angolaCFMO sector ferroviário português vai estar representado na 32ª edição da FILDA que se realiza de 21 a 26 de Julho na capital angolana. Em 2015 Luanda recebe pela primeira vez a Infraestruturas de Portugal (IP), a empresa surge entre a participação portuguesa em linha com presenças anteriores da REFER.

A deslocação da IP Engenharia até Angola, aproveitando o capital ferroviário da REFER e rodoviário da EP, vai levar experiência associada ao conhecimento e saber na gestão integrada de infraestruturas ferroviárias e rodoviárias, e serviços associados.

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webrails.tv – Na linha de anteriores presenças da REFER, a IP conta estar presente já no final de Julho na FILDA – Feira Internacional de Luanda?

Infraestruturas de Portugal (IP) – A Infraestruturas de Portugal, S.A. (IP, S.A.), empresa resultante da fusão entre a Rede Ferroviária Nacional – REFER, E.P.E. (REFER, E.P.E.) e a EP – Estradas de Portugal, S.A. (EP, S.A.), mantém a aposta que a REFER efetuou em anos anteriores e vai estar presente na FILDA 2015, com um espaço próprio inserido no Pavilhão de Portugal.

webrails.tv – Como se vai enquadrar essa presença?

IP – A presença na edição 2015 da FILDA enquadra-se nas iniciativas de promoção comercial internacional do Grupo IP e far-se-á através da sua empresa participada, a IP Engenharia, especializada em consultoria e em engenharia de transportes rodoferroviários, e que fruto da sua estrutura e experiência internacional, foi escolhida pela Infraestruturas de Portugal, S.A. para ser o veículo do Grupo IP no desenvolvimento de negócios nos Países de Língua Portuguesa e Norte de África.

Esta participação tem como principal objetivo apresentar aos potenciais clientes e parceiros as capacidades e competências do Grupo IP, em particular da IP Engenharia, abrindo assim a porta a bases de cooperação e ao desenvolvimento de novos negócios.

webrails.tv – Que expectativas lança a participação?

IP – Esta participação surge num momento muito oportuno, em que a fusão REFER/EP já se materializou, e onde as competências do Grupo IP, mas muito em especial da IP Engenharia, passaram a incorporar as valências de engenharia rodoviária. Acreditamos que a integração dos dois modos, com as vantagens que dai advém, com efeitos positivos na sustentabilidade dos investimentos realizados pelo Governo, é uma mais-valia que pode ser utilizada em Angola.

webrails.tv – que propostas e soluções vai levar?

IP – O Grupo IP encara os investimentos em infraestruturas numa perspetiva de médio e longo-prazo e dos efeitos concretos que induzem no incremento da competitividade económica e da melhoria da mobilidade de um país, região ou cidade. Existem várias abordagens, todas elas inovadoras, nomeadamente:

  • A nossa capacidade de abranger todo o ciclo de vida de uma infraestrutura rodoferroviária, desde a fase mais embrionária de planeamento, passando pelos estudos e projetos, até às mais avançadas, na área da manutenção e da operação, sempre numa ótica de integração dos modos ferroviário com o rodoviário, é por si só uma grande vantagem competitiva;

 

  • Consideramos que a nossa experiência no Planeamento Estratégico e Operacional Rodoferroviário em estreita ligação com a vertente Marítimo-portuária, porque nós de facto planeamos, projetamos, construímos e gerimos, inclusive os terminais ferroviários localizados na plataforma logísticas portuárias, pode ser muito útil a Angola na implementação do seu ambicioso Plano Logístico;

 

  • A nossa área de consultoria especializada e de engenharia de transportes, onde se incluem os estudos de mercado e de viabilidade económico-financeira, os projetos de engenharia rodoviária e ferroviária, pode fornecer soluções bastante completas e cem por cento adequadas aos requisitos estabelecidos porque, enquanto gestor de infraestruturas rodoferroviárias em Portugal há décadas, sabemos o que é necessário ao funcionamento diário de uma infraestrutura, projetando com essa noção sempre presente;

 

  • Outro aspeto que consideramos determinante diz respeito à alteração de paradigma que se vive no setor das infraestruturas de transporte, em que passámos da fase de construção para a fase em que é necessário gerir os ativos construídos. Neste campo a IP, gestora de ativos rodoferroviários na ordem dos 25 Mil Milhões Euros, desenvolveu ferramentas próprias que permitem aferir com rigor as melhoras formas de aplicar o investimento a realizar em manutenção, reabilitação e novas infraestruturas, introduzindo o no seu dia-a-dia o conceito da Gestão de Ativos (Asset Management).

 

Estes são apenas alguns exemplos das muitas abordagens que podem acrescentar valor ao setor das infraestruturas de transporte em Angola.

webrails.tv – Alguma aposta pensada para o mercado angolano?

IP – Nos últimos anos ficámos a conhecer com algum detalhe o mercado angolano, pelo que é com expetativa que contamos apresentar às entidades angolanas abordagens inovadoras e metodologias de implementação de soluções específicas, no que diz respeito à gestão de infraestruturas, que coloquem a “infraestrutura humana”, a sustentabilidade dos investimentos e a eficiência da cadeia logística, no topo das prioridades.

A nossa experiência na Argélia e em Moçambique, onde estamos a desenvolver projetos ferroviários, com um grau de satisfação dos clientes muito elevado, leva-nos a encarar o mercado angolano com alguma expetativa.

webrails.tv – O que será necessário para considerar uma participação positiva?

IP – Do ponto de vista institucional, pretendemos aprofundar o diálogo com as empresas congéneres da IP, S.A., em torno de assuntos de interesse mútuo, seja sobre o desenvolvimento do setor em Angola, seja da sua afirmação na região da SADC, assim como novas formas de cooperação. Do ponto de vista do desenvolvimento de negócios, procuraremos apresentar soluções que satisfaçam plenamente as necessidades das entidades angolanas.

webrails.tv – Existe neste momento cooperação institucional com Angola?

IP – A relação institucional do Grupo IP com entidades angolanas sempre foi boa. Por exemplo, além do Protocolo de Cooperação que foi celebrado em 2013 entre a REFER e o CFL, com alguma regularidade recebemos nas nossas instalações altos dirigentes do setor das infraestruturas ferroviárias, como ainda recentemente aconteceu.

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Ainda dentro sector ferroviário, na área dos automatismos associados às Passagens de Nível, vai esta vai estar a empresa portuguesa de capitais angolanos EFACEC.