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CP Carga vendida à MSC Rail

PortofSinesAccessA MSC Portugal, através da sua participada MSC Rail, assegurou a aquisição ao Estado português da CP Carga, empresa do universo CP Comboios de Portugal. A indicação foi avançada esta quinta feira em conferência de imprensa saída do conselho de ministros, pelas secretárias de Estado do Tesouro, e Infraestruturas, Transportes e Comunicações.

A MSC apresentou a ”  melhor proposta nas vertentes que estavam sobre analise de acordo com o caderno de encargos “ para a compra da CP Carga, começou por adiantar a  secretária de Estado do Tesouro. Destacando a proposta vinculativa do armador, face às propostas adiantadas pela Atena Equity Partners e CofiHold.

Já Sérgio Monteiro, secretário de estado dos transportes explicou que ” o valor global da transação, entre preço das acções e aquisição dos créditos, e os compromissos de capitalização é de 53 milhões de euros. ” A Atena ofereceu 45 milhões e 500 mil, e a Cofihold 30 milhões.

Referiu ainda que ” existe a expectativa que a actividade cresça para além do número de locomotivas e vagões que é transferida para a CP Carga, e o conjunto de outros que vão ser alugados à CP fruto da expectativa do incremento da actividade. “ E assinalando a existência de um compromisso genérico de estabilidade laboral por parte da MSC Rail, como parte dessa expectativa de crescimento: ”  a nossa expectativa, para além do compromisso genérico de estabilidade laboral  com acordos de empresa, é que haja crescimento do número de trabalhadores e um aumento da produtividade e eficiência associado às operações da CP Carga.  “

Sobre a opção pela proposta MSC Rail, apontada pelo governante como a que melhor ” salvaguarda a preocupação dos clientes da CP Carga e salvaguarda a preocupação do Estado, “ destacou: ” do ponto de vista do plano estratégico, as propostas da Cofihold e da MSC eram de mérito equivalente, mas há um aspecto diferenciador na proposta da MSC, que assume o compromisso de não fazer uma revisão unilateral dos preços a praticar aos clientes da CP Carga e que o ajustamento feito nos preços é à inflação se for decidido unilateralmente”.

De fora de uma privatização ficou a EMEF. Não por causa da proposta da Alstom, mas por estar a correr uma queixa em Bruxelas, concorrência, que alega favorecimento da empresa de manutenção. A hipótese de um avultada multa abortou o processo de venda, adiantou a responsável da secretária do Tesouro, do Ministério das Finanças.