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SET reitera vontade de ver IP privada

sergioSérgio Monteiro, secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, voltou a posicionar a Infraestruturas de Portugal S.A. (IP) como uma empresa aberta à gestão de capitais privados. O reiterar da visão enquadrou-se numa entrevista de balanço de mandato concedida ao Semanário Expresso.

O detentor da pasta dos transportes lembrou, quando questionado se ainda havia privatizações que podiam ter sido feitas,  a IP. A agora sociedade anónima de capitais 100% públicos gestora de concessões publicas de infraestruturas ferroviárias e rodoviárias, como S.A. encontra-se preparada para acolher investidores interessados, e de acordo com o governante já existem interessados.

” Agora que o processo de fusão entre a REFER e a EP está completo, e vamos ainda nesta legislatura poder assinar um contracto de concessão de longo prazo na ferrovia, é desejável que o plano de investimento, que neste momento é 100% público, pode ser parcialmente assumido por privados. Não digo que a privatização seja feita desde o inicio com a maioria do capital, porque o Estado deve manter o controlo do capital numa primeira fase do investimento durante algum tempo. Mas acho bom que no próximo mandato se pondere a privatização. “

De referir que a empresa, onde se encaixa o investimento publico e fundos europeus para a construção e renovação de ferrovia e rodovia, ainda se encontra numa fase de fusão. Embora já exista um logótipo e imagem, fruto da união juridica, o atrito ainda reina na actual fase de reestruturação, de um processo previsto para estar concluído em 2017.

Ainda no contexto de potencial participação privada, Sérgio Monteiro não deixou de destacar o interesse, e curiosidade, que a empresa tem despertado por entidades estrangeiras. ”  Temos tido fundos de infraestruturas internacionais a visitar-nos, e que estavam ansioso que o memorando de fusão da REFER com a Estradas de Portugal fosse conhecido, para perceber como é que a empresa vai ter o seu balanço nos próximos anos. “ No entanto, sobre uma eventual abertura da IP, a encerrar o tema, rematou: “Mas essa será um decisão do próximo Governo.”