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CP Carga reúne MSC e SNTSF

mercadorias_Assuntos referentes ao futuro da CP Carga e ao processo de privatização em curso naquela empresa mobilizaram o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e a administração da MSC Portugal. A reunião aconteceu no passado dia 12 de Agosto, informa nota do SNTSF que a webrails.tv teve acesso.

Quando se prevê que a assinatura do contracto de venda directa da CP Carga venha a ocorrer na segunda quinzena de Agosto, ou no inicio de Setembro, o representante do armador suíço em Portugal e o sindicato ferroviário encontram-se para falar na estratégia, e papel dos trabalhadores, no caminho do futuro novo operador ferroviário privado de mercadorias. “Quanto ao futuro da empresa, existe o compromisso de manter (por enquanto) o funcionamento nos mesmos moldes, quer nos clientes actuais quer a nível dos trabalhadores,” refere o documento do SNTSF.

A nota avança ainda, como temas abordados, o acordo de empresa e a estratégia relativa aos centros de trabalho. ” Sobre as questões relacionadas com os trabalhadores, nomeadamente o acordo de empresa e os centros de trabalho, não existiram grandes compromissos. Apenas a garantia do cumprimento do acordo de empresa actual mas colocando a necessidade de o actualizar no futuro às novas realidades, ” destacando o sindicato que “quanto aos centros de trabalho existentes foi remetida a resposta sobre a sua manutenção ou alteração para mais tarde, “ situação que acontece, explica o SNTSF na nota, com a MSC estar ainda a assimilar as questões operacionais da CP Carga.

O documento do organismo sindical vem também confirmar a intenção do comprador alterar o nome da empresa, e a ambição de reposicionar o novo operador ferroviário num contexto ibérico para além do transporte de contentores.

Uma ambição assumida pela MSC logo depois de ter visto a sua proposta vinculativa escolhida pela Tutela. Através da CP Carga, o armador viu ter condições para chegar a curto ou médio prazo à liderança ibérica do transporte ferroviário de todo o tipo de mercadorias, juntando-se na liderança a operadores ibéricos como a Renfe Mercancias, ou internacionais com a Deutsche Bahn. Mas sobre o plano estratégico da privatização da CP Carga, que também concorreu para a escolha da proposta vinculativa, o SNTSF diz que a empresa nada adianta: ” Existe a ambição da MSC de fazer desta nova empresa o 1º operador ferroviário de mercadorias da Península Ibérica, escondendo no entanto a forma ou à custa de quem esse objetivo é concretizável. “

Por outro lado o sindicato confirmou que a designação CP deverá cair: “A MSC tem como projecto a curto médio prazo a mudança do nome da empresa, ou seja, a marca CP irá desaparecer dando origem a um novo nome e a uma nova empresa.” Nova designação  que pode vir a ser escolhida ” entre os colaborares e as organizações de trabalhadores, “ adiantou fonte próxima do processo.

O encontro, que já não é o primeiro entre ORT’s e MSC, tem vindo a servir para aproximar os intervenientes do terreno, num processo de venda ainda não consumado, e confirmado pela Autoridade da Concorrência. E embora o encontro tenha estado longe, segundo o SNTSF,  de deixar o sindicato descansado, ” no essencial ficou demonstrado que a esmagadora maioria das perguntas ficaram sem resposta, o que vem acentuar as nossas preocupações em relação ao futuro dos Trabalhadores e da Empresa,” o comunicado do encontro acaba por não esclarecer, se ainda existem ” condições objectivas para travar mais este atentado à soberania nacional,” que divergências separam este processo de CP Carga dentro da esfera pública de uma CP Carga em operação privada.