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Mercado internacional: Sector ferroviário português posiciona-se

locomdels_proto_01Está agendada para esta semana a primeira assembleia geral da Plataforma Ferroviária Portuguesa  de onde deverão sair os primeiros corpos gerentes nomeados para a associação de mote ferrovário. A Plataforma, criada no passado mês de Julho por oito empresas portuguesas ligadas ao sector ferroviário, “pretende facilitar e fomentar sinergias e cooperação sectoriais que levem ao desenvolvimento tecnológico e a inovação, construindo um sector ferroviário mais competitivo em termos nacionais e internacionais, “ refere fonte do sector.

A Plataforma, que ensaia os primeiros passos, apresenta como sócios fundadores a Infraestruturas de Portugal, o Grupo CP Comboios de Portugal (EMEF e Fernave), o Grupo Mota-Engil (Ferrovias e Ambisig), Evoleo, Nomadtech, FEUP, IST e Alma Design. Acção vem aproveitar o programa Competitividade e Internacionalização do Portugal 2020, no quadro das iniciativas estratégicas da promoção da eficiência colectiva, competitividade, inovação e internacionalização da economia portuguesa.

A estrutura promete criar uma Plataforma que irá agregar conhecimento e competências, entre ” empresas, associações empresariais, entidades públicas e instituições de suporte relevantes, “ que partilham uma visão estratégica comum para atingir níveis superiores de capacidade competitiva no domínio da ferrovia.

Por outro lado, refere fonte próxima da estrutura, deverá apresenta-se como ” um cluster da industria, à semelhança do que já existe em outras plataformas, nomeadamente aeronáutica, e que visa promover todo o tecido empresarial, operadores e regulador da área ferroviária portuguesa, permitindo a sua internacionalização. ” Devendo promover a oferta, com assinatura portuguesa, ” de fabricantes de material circulante e de componentes, operadores e regulador, empresas de construção civil e de manutenção de via, universidades e gabinetes de investigação. ”

Ao nível da promoção internacional, um exemplo do que poderá vir a ser reflexo de acção da Plataforma vem por estes dias da Polónia. A Nomadtech, uma parceria entre a portuguesa EMEF e a inglesa Nomad Digital, participa até 25 Setembro na feira da industria ferroviária TRAKO. No recinto da feira, a empresa, apresenta-se ao mercado ferroviário internacional inserida no stand da Inglaterra, na área reservada à Nomad Digital. Este poderá ser um dos caminhos de acção da estrutura portuguesa, juntar num mesmo espaço, que poderá ser o stand da participação de nacional em feiras internacionais, várias empresas portuguesas para promoção, networking, ou até promover lobbing.

O entusiasmo de entidades ligadas ou próximas da ferrovia sobre a Plataforma tem existido. A Universidade do Minho, entidade ligada ao ensino superior formalizou o pedido de acesso ainda em Julho, referiu recentemente que a adesão ao projecto tem sido excelente, “ com entidades como a Thales PT, a Siemens Mobile, LCW Consult, Betar, SISCOG, ISQ, CARD4B, Steconfer e Cablotec, “  mostraram interesse em fazer parte da Plataforma Ferroviária Portuguesa. De resto, uma expectativa confirmada também junto de um dos fundadores, que revelou existir a convicção de serem alcançadas 30 empresas até ao final de 2015. “Dezoito interessados nesta primeira fase já disseram sim. Depois existem mais doze entidades que mostraram interesse. Acreditamos que devemos chegar até ao final do ano com cerca de 30 empresas,” adiantou.

A sessão de lançamento da Plataforma Ferroviária Portuguesa, realizada no Instituto Superior Técnico, ocorreu a 9 de Julho e contou com o apoio da AICEP. “A longo prazo, a meta é que o sector ferroviário consiga atingir o dinamismo, a visibilidade e a capacidade exportadora alcançados pelo sector aeronáutico,” pode ler-se na noticia de formalização do pedido de adesão à Plataforma por parte da UMinho.