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“Workshop ANNA e LSW” apresenta candidatura da JUL

IMG_6854Decorre esta sexta feira na Gare da Rocha Conde d’Óbidos o “Workshop ANNA e LSW”. A sessão vai apresentar a candidatura portuguesa do Projecto LSW (Janela Única Logística) que irá ser proposta para financiamento no âmbito do Connecting Europe Facility (CEF) em Novembro.

O Janela Única Logística (JUL) envolve cerca de 40 entidades, entre todas as representadas na Autoridade Portuária, parte ferroviária e operadores logísticos. E ainda a ligação às entidades espanholas Puertos del Estado, ADIF e Renfe Mercancias, para esta segunda fase.

No sentido de lançar o “Workshop ANNA e LSW”, abordar o conceito JUL, situar no presente esta segunda fase do projecto, falamos com José Pedro Soares, da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, um dos intervenientes no “Workshop ANNA e LSW” desta sexta-feira, e figura de referência neste processo.

“Inicialmente era harmonizar o conceito da JUP (Janela Única Portuária), o sistema é paralelo a todos os portos, e a JUL só funcionava em Sines,” começou referir. A implementação da segunda fase deverá uniformizar o conceito JUL, dependendo das necessidades de cada porto, e exemplifica: ” nem Madeira, nem Açores têm via-férrea na ligação aos portos, não vão necessitar na JUP, do módulo ferroviário.”

A Janela Única Logística surge no Porto de Sines no final de 2013, prolongando o conceito de desmaterialização de processos da JUP na parte portuária, ao transporte de contentores por comboio entre o porto alentejano e os terminais intermodais do Entroncamento e Bobadela. Um alargamento do hinterland portuário de Sines que na actualidade alcança por ferrovia o porto seco de Leixões.

Mas se esta é a actualidade, para a segunda fase “ é expectável que toda esta parte ferroviária seja disseminada não só pela área nacional, nas várias vertentes, como também à parte ibérica,” refere.

A criação de uma Janela Única Logística ibérica, e o desenvolvimento e harmonização do sistema informático, continuam a ser a estratégia da segunda fase, embora com outra maturidade, sublinha o responsável portuário.

No final de Junho o projecto foi assinalado como não elegível a financiamento por parte do Connecting Europe Facility (CEF). Com nova chamada do programa marcada para Novembro, a implementação da Janela Única Logística (JUL) volta a candidatar-se ao apoio do fundo europeu. Embora já tenha sido referido que derivado à importância deste projecto ele avançará mesmo sem o co-financiamento do CEF. O apoio europeu poderá significar uma redução de 50% no investimento de 6 milhões de euros associado à 2ª fase da JUP.

“A nossa intenção é ver um despacho, em termos de autoridades, atingir grande distância. Ou seja, o contentor pode ser descarregado aqui [Sines] já despachado para o Entroncamento, Bobadela, ou … para um porto seco espanhol, ou eventualmente outro porto marítimo português ou espanhol. “

Uma intenção que passa por alargar a acção da rede ferroviária, e se possível enquadrar mais modos de transporte e operadores, por um lado. E por outro, optimizar o acesso e introdução de dados no sistema.

A presença da Puertos del Estado, ADIF e Renfe Mercancias na sessão, mas também no projecto, confirma o envolvimento espanhol no compromisso de alargar a parte ferroviária. E embora a nível da península ibérica a questão aduaneira seja sempre um ponto singular no trânsito das mercadorias, em particular as exteriores à comunidade europeia, a implementação da 2ª fase da JUL com o envolvimento das 3 entidades espanholas poderá deixar caminho aberto para entendimentos entre as autoridades tributárias dos dois países.

Refere o Administrador do Porto de Sines: “O navio vem aqui [Sines] mas o desalfandegamento da carga poderá ser eventualmente em Espanha, ” que com o canal aberto para os fluxos de carga, basta que depois ” haja os acordos necessários entre as diferentes entidades. “

Entendimentos a nível nacional que a JUL promoveu juntos dos parceiros envolvidos, assegurando que por uma única via é partilhado ” um conjunto de informações de especial relevo, designadamente a nível dos horários e localização dos comboios, documentação aduaneira, autorização de saída de contentores, entre outros, “ que resultou na flexibilização e agilização do sistema de transporte de mercadorias, explicou a “CP Carga”, outro dos parceiros do projecto que já confirmou a presença de um dos elementos do Conselho de Administração ainda em funções no workshop.

No fundo, rematou José Pedro Soares no enquadramento do “Workshop ANNA e LSW”, a JUL quer ser “um simplificador de processos, desmaterialização daquilo que é o papel, e o que vai fazer é que o papel ande sempre à frente da mercadoria. Até ao armazém ou se possível até ao cliente final. ”

A sessão de apresentação do projecto decorre no dia 25 de Setembro, em paralelo com a divulgação dos resultados finais do projecto europeu ANNA, na Gare da Rocha Conde d’Óbidos, em Lisboa. O workshop inicia-se pelas 14h30,e é dinamizado pela Associação dos Portos de Portugal.

Artigo completo disponível para subscritores.