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Estação de Caminha inicia conservação e Restauro dos Painéis Azulejares

img: Antero Pires

img: Antero Pires

O património azulejar da Estação de Caminha, na Linha do Minho, já se encontra em recuperação. A intervenção engloba a conservação e restauro de todos os painéis do edifício de passageiros, informou a Infraestruturas de Portugal, S.A.(IP).

A Estação de Caminha, de arquitectura simples e de linhas depuradas, característica da arquitectura ferroviária, tem as suas paredes revestidas parcialmente com azulejos, que a valorizam estética, histórico e culturalmente, encontrando-se inserida num perímetro de elevado valor patrimonial e cultural classificado como Conjunto de Interesse Público (CIP).

O conjunto azulejar alvo de intervenção totaliza cerca de 4200 azulejos, 2600 divididos por 20 painéis figurativos e 1600 do tipo padrão.

Os painéis figurativos foram produzidos na Fábrica Sant ‘Anna (Lisboa) na década de 1930, sendo a pintura da autoria de Gilberto Renda, retratando costumes, paisagens, monumentos, actividades típicas da região.

Elemento decorativo presente na maioria das estações ferroviárias, o azulejo tem merecido especial atenção por parte da IP não só no que diz respeito à sua salvaguarda e preservação, mas também na sua recuperação e qualificação, contribuindo assim para a valorização do património e imagem da empresa.