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CP assinou o Railway Climat Responsability Pledge

Train to ParisManuel Queiró, presidente da CP Comboios de Portugal, comprometeu este sábado o operador ferroviário público a promover politicas assentes na diminuição da pegada de carbono e poupança energética. O documento foi simbolicamente assinado na sessão que assinalou o culminar da campanha “Train to Paris”, na sede da União Internacional dos Caminhos de ferro.

O Compromisso Ferroviário de Responsabilidade Climática vem responsabilizar as companhias signatárias a ter um papel na implementação de politicas que respondam às alterações climáticas, sendo que um dos desafio passa por não permitir o aquecimento global em 2 graus.

A estratégia do documento engloba compromissos definidos em 4 pontos.

Desenvolver esforços na redução de emissões de carbono e eficiência energética, é o primeiro ponto. Defende o documento que os operadores devem trabalhar no sentido de baixarem os consumos de energia, e diminuir a pegada de carbono. Postura ao encontro das metas definidas para o sector ferroviário lançado pelas Nações Unidas, dando assim o operador o seu contributo particular para o problema do aquecimento global.

O estimulo dos mercados nacionais e internacionais com vista à transferência de carga e passageiros para o modo ferroviário, surge em segundo. A mudança dos modos rodoviário e marítimo, como maiores emissões, deverá ser operada em colaboração com parceiros chave, destaca o documento.

Uma postura de comunicação que afirme o comboio e a ferrovia como alternativa verde e explique esse posicionamento, apresenta-se como terceiro ponto. O compromisso aponta para o prolongamento do espírito “Train to Paris” nos próximos anos.

E por último, o documento sublinha a divulgação de dados relativos ao desempenho do compromisso. A UIC propõem-se compilar a informação, publicar e analisar as tendências. Numa perspectiva que procure estimular os resultados.

De resto um desafio que Jean-Piere Loubinoux, director geral da UIC, disse já existirem balizas. Aponta redução nas emissões de carbono de 50% em 2030  e 75% em 2050. Ou na optimização energética de 50% em 2030, e 60% em 2050. Os objectivos tem como referência o ano de 1990. No entanto, metas que o director geral da UIC, disse já estarem a ser trabalhadas pelo sector com algum sucesso. A abordagem destes objectivos centra-se nos 40%, disse.

Em Paris a sessão foi simbólica, mas a nível mundial ratificarem o acordo mais de 50% dos operadores ferroviários de passageiros e mercadorias.

A CP Comboios de Portugal parceira da UIC no “Train to Paris”

Sobre a delegação portuguesa apuramos pelo Jornal Público que seguiram o presidente da CP, Manuel Queiró, que viajou ” até Paris, mas o seu homólogo da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, sairá em Coimbra. Mas para Paris prosseguem viagem representantes da Agência Portuguesa do Ambiente, da Quercus, da Liga para a Protecção da Natureza e da Universidade de Coimbra. E também dois deputados da nação: Ricardo Bexiga, do PS, e Manuel Frexes, do PSD“.

Destacou ainda o jornal periódico de circulação nacional, a presença da ” Plataforma Ferroviária Portuguesa, um grupo de empresas que pretendem constituir-se como um cluster ligado ao caminho-de-ferro. Empresários e técnicos da Thales, Mota Engil, Evoleo e Nomadtech também vão a bordo”.

A nossa plataforma contactou em tempo útil o operador para saber se estava ligado ao evento da UIC, mas a resposta que teve foi silêncio. Contactada a UIC, adiantou-nos que a delegação portuguesa era liderada pela CP: ” Many thanks for your interest in this Campaign. I confirm that CP is involved in this worldwide campaign. A delegation will join by train Paris this week-end “.

Já na quinta-feira, dia da partida da delegação portuguesa, voltamos a solicitar a informação à CP, foi-nos dito que por razões de segurança não podiam dizer nada. Atitude que não facilitou sequer a recolha de imagens da partida, ou adiantou qualquer indicação do elenco da delegação portuguesa.

Atitude da CP que contrasta com a nota de abertura de Jean-Piere Loubinoux, na sessão onde se posicionou a ferrovia na linha de  partida para o COP 21: “Eu tenho de vos confessar que depois dos trágicos eventos ocorridos em Paris nós tivemos alguma hesitação em realizar este evento, mas decidimos mantê-lo. Porque os valores da UIC, partilhados por todos os nossos membros são a união, universalidade e solidariedade”. E remata, já no final da nota de abertura: “Porque o desenvolvimento de corredores de mobilidade de pessoas e mercadorias é uma expressão de liberdade e paz “.

A iniciativa “Train to Paris” fez convergir para a cidade de Paris dez comboios com delegados convidados vindos da Europa, e Ásia. E visou lembrar que a ferrovia pode ter um papel mais vincado na construção de um mundo mais sustentável.

O COP 21 Inicia-se esta segunda-feira e prolonga-se até dia 11 de Dezembro. Impedir o aquecimento global em 2 graus será um dos grandes desafios para os cerca de 200 países participantes.