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Privatização CP Carga: Tutela vai analisar processo

Sindicatos e Comissões de Trabalhadores da CP Comboios de Portugal e CP Carga, estiveram esta quarta-feira reunidos com um dos assessores de António Costa em Lisboa.

À saída da reunião, que decorreu na residencial oficial do primeiro ministro em São Bento  a delegação adiantou que o Governo se comprometeu a analisar o dossier e deverá apresentar posição até dia 28 de Janeiro.

Raul Vasques da Comissão de Trabalhadores da CP Carga, um dos representantes dos trabalhadores no grupo recebido, adiantou que foram entregues documentos que justificam a não privatização da empresa, a que o Executivo ficou de dar uma resposta.

Por outro lado, dirigindo-se aos dirigentes sindicais presentes que marcaram presença em São Bento, José Manuel Oliveira da FECTRANS, defendeu que a Assembleia da República deve chamar a si este processo, e as organizações trabalhadores não podem deixar de ser envolvidas nesta discussão.

As ORT’s não estão de acordo com a venda do operador de mercadorias. Uma situação que consideram lesiva para o Estado. Apontam a falta de transparência do processo e a divulgação de documentos recentes. Com base no memorando confidencial, que condicionou a venda do operador, alegam que a projecção seguindo as recomendações pode levar ao fim de tráfegos, abandono de linhas não electrificadas e abate da tracção diesel. Aí também um perda para o transporte de mercadorias por ferrovia e para Portugal, defendem.

A fechar o encontro, Abílio Carvalho do SNTSF anunciou, “como uma etapa desta luta”, o lançamento de um pré aviso de greve para o próximo dia 28 de Janeiro.

Entretanto, já na tarde de hoje, a FECTRANS informou o agendamento de “uma reunião com o Secretário de Estado das Infraestruturas”, para esta quinta-feira às 16 horas, no Palácio Foz, nos Restauradores.

Para a ordem dos trabalhos o organismo sindical adianta como temas a abordar, “o ponto de situação dos processos de privatização das empresas TAP e CP-Carga; Política sectoriais para o sector ferroviário, sector aéreo, comunicações e telecomunicações; Reposição dos salários, direitos e da contratação colectiva nestas empresas; Admissão de trabalhadores em falta nos quadros operacionais das empresas“.