free web
stats

CP Carga: Venda concluída à porta fechada

PortofSinesAccessO processo de compra da CP Carga  está concluído, refere a MSC Rail em comunicado divulgado hoje. Adianta a subsidiária da MSC Mediterranean Shipping Company SA “MSC” que a partir de agora assume a gestão da empresa portuguesa de transporte ferroviário de mercadorias.

A assinatura que coloca um ponto final na venda do operador CP Carga deu-se esta quarta-feira “na Calçada do Duque às 17 horas e as 18h29 já estava tudo terminado”, adiantou um ferroviário. Mas não confirmou se o acordo ficou selado por Manuel Queiró, presidente da CP, e Carlos Vasconcelos, responsável máximo pela MSC Portugal, porque a “assinatura foi mesmo à porta fechada”. Oficialmente a CP também não confirma.

Contactado o Ministério das Infraestruturas, procuramos saber se a Tutela acompanhou o momento. Foi nos dito que não se fez representar. Este foi um processo, adiantaram, iniciado pelo anterior Executivo, e que o contrato foi assinado entre a CP que vende e a empresa que compra, e não houve qualquer participação do Governo, por ser uma mera assinatura formal.

Assinatura formal que contrasta com a cerimónia de “assinatura de contratos relativos à privatização da CP Carga” rubricados a 21 de Setembro de 2015 pelo XIX Governo Constitucional. Então também à porta fechada, mas onde Rodrigo Gatinho registou para a história os intervenientes e a acção. Na altura oficializava-se o contrato de venda, e ainda não era conhecida a “luz verda da “Autoridade da Concorrência que viria abrir as portas para a conclusão do negócio. A não oposição chegou a 4 de Dezembro de 2015.

Mas se para o Estado português e armador suíço o processo chegou ao fim. As organizações representativas dos trabalhadores assumiram posição contra a venda do operador, e entregaram um pré-aviso de greve para dia 28 de Janeiro. “Os trabalhadores da empresa vão estar em greve, e simultaneamente realizaremos um Cordão Humano em defesa da CP-Carga pública“, adiantam.

Por seu turno a MSC, remata no comunicado, a empresa “compromete-se a manter o Acordo da Empresa actualmente em vigor”. O negócio ficou fechado por 53 milhões de euros, a empresa compromete-se a usar  51 milhões de euros na recapitalização da empresa.

Para confirmar fica saber se a nova empresa, para se tornar “no primeiro operador ibérico de transporte ferroviário de mercadorias”, terá de se alavancar nas premissas da projecção do memorando confidencial.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.