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CP Carga e Takargo podem vir a contratar maquinistas

linhaSintraUQEA recém privatizada CP Carga, do grupo MSC, e o operador privado Takargo podem vir a ter necessidade de contratar maquinistas para as suas operações. Em causa está a abertura de concursos públicos para a contratação de maquinistas qualificados pela CP Comboios de Portugal.

O mercado pode abrir para os privados se houver muitas vagas por preencher para o lugar de maquinista no sector publico. Para já existem maquinistas da CP Carga, para além dos que pediram transferência, que transitaram para a empresa da MSC Rail, e que não querem ficar. Do outro lado existem maquinistas na Takargo que podem ter neste concurso uma oportunidade melhorar as condições de trabalho.

Tudo porque a CP Comboios de Portugal, empresa publica, teve uma gestão que apertou os depósitos de maquinistas. No final de 2012 o Governo de então limitou a contratação nas empresas publicas à autorização escrita do ministério da Finanças, e o operador publico não foi excepção. Situação entretanto corrigida na CP pelo actual Executivo, com autorização governativa. E assim a empresa publica, para além das transferência dentro das unidades da CP que têm vindo a ocorrer, já lançou desde o final de 2015 dois concursos públicos para a contratação deste tipo de profissionais.

No caso da CP Carga existe interesse manter o vinculo à empresa publica. Ainda antes da privatização o SMAQ chegou a acordo com as partes envolvidas. O documento, rubricado a 14 de Janeiro, entre o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), CP Comboios de Portugal e MSC Rail; procurou tranquilizar o futuro dos maquinistas no seio da nova empresa. Embora sem definir contornos, os artigos asseguram a possibilidade e as condições para que os maquinistas se transferissem, dentro das vagas disponíveis, para a CP Comboios de Portugal. Mas não deixou claro como seria processada essa transferência.

No quadro desse acordo, já depois da passagem da CP Carga para a MSC Rail, o 2º concurso foi lançado para que os maquinistas/tracção que quisessem passar para CP Comboios de Portugal o pudessem fazer. Embora inseridos num concurso publico e com necessidade de se candidatarem.

Neste contexto a webrails.tv tentou apurar como se poderia encaixar esta transição no Código do Trabalho, mas a lei não é clara e quem a interpreta só se compromete numa análise caso a caso. Deixando em aberto uma resposta se o concurso seria mesmo necessário para os trabalhadores do grupo CP, e como se processariam as transferências.

Mas este concurso pode também servir para abrir o mercado em termos de condições de trabalho no sector privado existente. Uma colocação das mercadorias nos passageiros pode significar melhor remuneração, alguma segurança, e ficar mais perto de casa. Contactos da Takargo não quiseram comentar, mas a webrails.tv sabe que os argumentos do operador público fazem sentido. E que existe possibilidade de muitos profissionais do 1º operador privado português, se houver oportunidade seguirem com guia de marcha para os passageiros.