free web
stats

Ferrovia 2020: ADFERSIT questiona visão estratégica no Plano

IMAG0273copyVia comunicado a ADEFERSIT mostrou reservas quanto ao  “Plano de investimento em infraestruturas. Ferrovia 2020”. A associação ligada aos transportes questiona a visão estratégica de longo prazo da ferrovia, e a proposta de financiamento assumidas no documento.

A apresentação do Plano aconteceu esta sexta-feira, numa sessão que decorreu a meio da tarde na sede da Infraestruturas de Portugal (IP). A cerimónia, que reafirmou a aposta no PETI3+ e foco nas mercadorias, contou com o Ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, o secretário de Estado Oliveira Martins, e o presidente do conselho de administração da IP, António Ramalho.

“Este Plano não se baseia numa visão estratégica de longo prazo da ferrovia ao serviço da competitividade da economia, apenas apresenta alguns objectivos gerais, correctos, de cumprimento de compromissos internacionais e fomento do transporte internacional de mercadorias, mas que não se atingirão com as obras planeadas”, começa a ADFERSIT por referir.

Caminho de compromisso assumido pelo ministro e equipa, em sintonia com a equipa IP,  que “levanta fortes dúvidas quanto ao seu financiamento, por as verbas com que se conta do CEF Coesão (Fundos da UE), 897 milhões de euros, serem claramente superiores ao valor de 510 milhões de euros reservados a Portugal”, refere ainda o comunicado.

O Plano 2016-2021 prevê o recurso, segundo o documento apresentado por António Ramalho, ao financiamento europeu do CEF Coesão (897M), CEF Geral (196M), e Plano Junker (126M). No caso das verbas CEF Coesão estas destinam-se às ligações internacionais inseridas nos corredores europeus. No caso português os corredores norte (Aveiro-Salamanca) e sul (Sines-Caia) para ligação à Europa.

Referir também que o ministro espera com a modernização do corredor da Beira Alta reduzir o custo do transporte por ferrovia em 15%. Posição que a ADFERSIT não descortina com “via única em grande parte do trajecto e na sua continuação em Espanha”. Embora a IP assuma com a modernização da via a duplicação de capacidade diária da infraestrutura. Apontando como argumento para essa aposta a passagem “de 14 comboios de 400 metros para os 20 de 750m”.

Destacando ainda o facto de “não haver nenhum plano calendarizado e acordado com Espanha para o seu funcionamento em bitola europeia“, algo que para a associação pode ser difícil de conseguir dado “o não cumprimento dos nossos compromissos internacionais”.