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Sistemas de tracção de baixo custo desenvolvido na linha de Sintra

linhaSintraUQEParceria na linha de Sintra baixa custo na substituição dos módulos de potência por conversores de tracção das automotoras da série 2300/2400, e permite uma redução do consumo energético que pode chegar aos 12.4%. De acordo com a EMEF, entidade impulsionadora do sistema Lusogate, a solução vem confirmar que existem alternativas de baixo custo que permitem prolongar a vida dos sistemas de tracção de comboios dentro da tecnologia GTO.

A implementação do sistema permite que material circulante dentro da tecnologia GTO, que de outra forma teria de ir sendo encostado, ou mantido recorrendo a um investimento constante na manutenção e aquisição de peças, continue a operar a custos menos onerosos, e ainda consiga reduzir o consumo energético. Isto sem que a introdução do sistema Lusogate requeira um longo processo de homologação.

“O sistema Lusogate consiste na modificação tecnológica dos actuais conversores de tracção, da tecnologia Tirístor – Gate Turn-Off (GTO), para a tecnologia Bipolar – Insulated Gate Bipolar Transistor (IGBT), permitindo manter o mesmo controlo de tracção e sistema de protecção do comboio. Esta solução, implementada através de uma intervenção de baixo custo, garante ainda maior fiabilidade e disponibilidade dos veículos, traduzindo-se também num maior tempo de vida dos IGBTs”, explica a empresa portuguesa de material circulante. Uma solução pouco dispendiosa de implementar, que de acordo com a EMEF tem argumentos para um “retorno do investimento num prazo inferior a um ano”.

O sistema, desenvolvido durante os últimos cinco anos, juntou à EMEF e NomadTech, entidade parceira na operacionalização do sistema, e a CP Comboios de Portugal. Universidade do Porto, e antiga REFER, actual IP,  também tiveram um papel na optimização do processo. As duas entidades colaboram na certificação do sistema para poder ser testado na rede ferroviária nacional.  O operador público disponibilizou material circulante, uma UQE 2400 que circula habitualmente na linha de Sintra.

A solução aplicada a uma unidade modificada, depois de um ano em testes que terminou no passado dia 1 de Março, revelou que “a sua eficácia na substituição dos módulos de potência por conversores de tracção das automotoras da série 2300/2400″, permitiu uma redução do consumo energético em cerca de 12%.

O sistema Lusogate permite ainda a “substituição do processo de refrigeração através de fluidos onerosos e com elevado impacto ambiental, por convexão natural ou água”. Na área da homologação o processo de certificação apresenta-se “simplificado comparativamente às intervenções convencionais nesta matéria”. Aspecto que pode ser um factor competitivo num ambiente liberalizado de transporte, em particular nos operadores com transporte fora de portas.

Essencialmente a solução vem possibilitar uma intervenção em frotas com muitas unidades a um custo baixo e optimizar a operação dos veículos com tecnologia GTO. No sistema destaca-se o menor tempo em oficina, processos rápidos de homologação, e ainda a redução de consumo energético que pode chegar aos 12,4%.