free web
stats

FMNF desconhece processo da Mallet

tuaJoseManuelCaldeiraA Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) desconhece e avança que não foi contactada sobre o processo da locomotiva a vapor Mallet vendida pela CP. A indicação foi adiantada  esta quinta-feira pela instituição em resposta a algumas questões colocadas a propósito da alienação do veículo.

Refere a FMNF sobre a locomotiva vendida: “Em resposta ao seu email infra, a Fundação Museu Nacional Ferroviário desconhece o processo a que se refere, não tendo esta entidade, até à data, sido contactada pela entidade produtora e proprietária do Bem em causa”.

A nossa Plataforma procurou, na quarta-feira, junto da FMNF, ainda sem saber a titularidade do veículo, confirmar a venda, saber quem comprou, e qual o destino do veículo a vapor. Solicitamos também esclarecimentos sobre como a entidade justificava a venda desta peça. Não sendo titular, como se veio a confirmar mais tarde junto de fonte CP, qual o posicionamento face a esta alienação.

No entanto a posição da FMNF não combina com a posição avançada esta quarta-feira pelo operador público. De acordo com fonte CP, a entidade “foi consultada previamente”. Algo que do ponto de vista do operador publico tem sido o formato aplicado no material abatido ao serviço vendido para sucata. No entanto, e segundo a FMNF, não foi o caso no processo que envolveu a alienação da Mallet E 166.

Recorde-se, segundo os estatutos da FMNF, o património da entidade é constituído “pelo material circulante integrado no património da Caminhos de Ferro Portugueses, E. P., de interesse histórico e outros bens de interesse cultural”.

.

Direito de Resposta

Por incumbência do Conselho de Administração informo que, conforme o Gabinete de Comunicação Institucional já teve oportunidade de transmitir à webrails.tv, a CP não comercializa qualquer material retirado da circulação que seja do interesse manifesto da FMNF preservar por motivos de interesse histórico e /ou museológico. Aliás, para além dos contactos sobre esta matéria entre ambas as entidades, existe documentação que identifica este material, que a Fundação atualiza sempre que entende necessário. Nesta documentação não consta esta locomotiva.

Existindo material retirado da circulação e sem perspetiva da sua utilização em território português, quer para fins museológicos, quer para reutilização, é naturalmente preferível a sua venda a terceiros que pretendam reutilizá-lo do que a sua alienação para demolição.

É com alguma estranheza que a Unidade de Gestão de Frota não Operacional da CP, responsável por esta matéria, recebe a informação relativa a esta resposta da Fundação, que não está em linha com a responsabilidade que essa entidade detém, no âmbito da preservação do património ferroviário português.

José Pontes Correia

Unidade de Gestão da Frota Não Operacional

.