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Departamento Ferroviário do IMT igualzinho ao Maritimo

img: Francisco Carreira

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O departamento do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) associado ao modo ferroviário tem meia dúzia de pessoas para tratar da ferrovia nacional. A indicação foi avançada esta quarta-feira por Paulo Andrade, presidente demissionário do IMT, na Conferência “Intermodality and Short Sea Shipping” que decorreu no ISEG.

Embora sem empregar o número de técnicos alocados ao modo ferroviário por parte do organismo, ou qual seria o número ideal, referiu: “Só a título de exemplo, e porque estamos a falar nesta área dos portos – portos e ferrovia – nós temos um departamento para tratar da área marítima com meia dúzia de pessoas. Temos na ferrovia uma situação igualzinha. Meia dúzia de pessoas para tratar da ferrovia nacional”.

Segundo Paulo Andrade, não estando em causa capacidade de actuação dos funcionários face aos parcos recursos que a entidade actualmente dispõe, sem uma reestruturação do IMT “não há hipótese de estar com estas responsabilidades e não ter condições para adaptar àquilo que são as nossas responsabilidades práticas e que a lei nos obriga e impõe”, disse.

O ainda responsável do IMT interveio na conferência final do programa “Intermodality and Short Sea” dinamizado pelo ISEG – School of Economics & Management. A sessão apresentou um conjunto de case study elaborados ao longo de 2 anos sobre intermodalidade e Short Sea Shipping para apoio à decisão. A presença de Paulo Andrade valorizou a sessão final do projecto na medida em que veio enquadrar o posicionamento da regulamentação e implementação de políticas no sector dos transportes.

Mas o demissionário presidente do IMT, na introdução da intervenção que levou, não deixou de responder a Pedro Marques. No dia anterior o ministro que tutela IMT apelidou de “Kafkina” a relação da entidade com os utentes no processo de entrega e renovação de cartas de condução. E anunciou Eduardo Feio, antigo responsável pela Estrutura de Missão Lojas do Cidadão de Segunda Geração, para dirigir os destinos do IMT, em substituição de Paulo Andrade.

A posição de Paulo Andrade, na leitura de que o IMT tem de “mudar e muito”, surgiu logo na apresentação do organismo público.

Artigo completo, 593 palavras, encontra-se disponível para subscritores.

A missão do IMT passa pelo exercício das funções de regulamentação técnica, licenciamento, coordenação, fiscalização, e planeamento do sector dos transportes terrestres e fluviais, e respectivas infra-estruturas. Conta nos seus quadros com cerca de 700 funcionário, distribuídos por 20 delegações espalhadas pelo país. A média de idades ronda os 53 anos.