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Nova moda no Douro, IR a parar em tudo

img: Tiago Miranda

img: Tiago Miranda

A turística linha do Douro anda a colocar o serviço inter Regional a fazer serviço Regional. Há também a recusa de venda de bilhete de grupo por falta de capacidade/material circulante, apurou a webrails.tv.

As paragens extraordinárias podem ser confirmadas este domingo dia 8 de Maio nas marchas do serviço inter Regional do portefólio da CP Comboio de Portugal em Oliveira, Vila Meã, Recesinhos, Juncal, Pala, Mirão, Porto Rei, Barqueiros, Caldas de Moledo e Godim. Segundo conseguimos apurar referem-se às circulações 865, 868, 875 e 960.

As paragens extraordinárias têm cariz comercial, e cobrem eventuais atrasos das marcha entre o Porto e Douro, e no sentido inverso. Mas a situação encontra-se num ponto em que se algum destes vectores falha, material ou pessoal, pode significar a supressão de comboios. A situação acaba por condicionar as circulações mas também a disponibilidade de comboios fora da oferta regular.

Neste quadro será importante lembrar que a linha Douro, com particular destaque para os dias de fim de semana, serve o turismo.  Onde a aposta devia passar pela qualidade e regularidade de oferta. No entanto a actualidade disponibiliza antigas automotoras da série 592 alugadas a Espanha, em que a oferta de 200 lugares das unidades duplas, e a própria estrutura do veículo, pode ser curta na qualidade de transporte em altura de maior procura.

A ligação entre a CP e a Douro Azul, e embora já não trabalhem juntas, pode servir de exemplo na qualidade da oferta. O portefólio do operador turístico do rio Douro chegou a comportar um pacote que passava por subir o rio de barco e descer de comboio. O que significava muitas vezes a chegada de comboios à Régua vindos do Pocinho cheios. Uma situação que a actual oferta de material circulante poderia não conseguir responder. Mas neste contexto, e não havendo flexibilidade na visão do sector publico ferroviário, a webrails.tv sabe que existem empresas de menor dimensão a comprar autocarros para operar na região, mesmo que a orografia não permita velocidades muito elevadas, mas identificaram circunstancias propicias e não querem perder oportunidades.

Mas este tema não será novo. No final de 2015 o Fórum Ferroviário deixava pistas neste tema. Na altura destacava a falta de oferta e os grafities, como cartão de visita do operador histórico na Linha do Douro.