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Olhar de um Passageiro Norte dia 2

olharP_braga_01Após uma noite bem dormida, o dia começou cedo, logo pelas oito horas com um pequeno-almoço no hotel. Era um buffet com muita variedade desde bebidas, a sumos, iogurtes, pão e acompanhamentos. Fui pela última vez ao quarto e deixei as malas na recepção do hotel onde me fizeram uma breve explicação sobre o que ver em Braga. Primeira paragem, Bom Jesus do Monte.

Para cima, fui de táxi, o autocarro tinha acabado de passar e não ia esperar mais meia hora até novo autocarro. Fiquei no topo, junto à igreja onde comecei a visita. Este santuário católico dedicado ao Senhor Bom Jesus constitui-se num conjunto arquitectónico-paisagístico integrado por uma igreja, com um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata, que se chama de Parque do Bom Jesus, alguns hotéis e um funicular. Após a visita a igreja, explorei as proximidades e as vistas para a cidade, que eram bastante bonitas. Comecei a descida do escadório onde fui tirando várias fotografias aos patamares até chegar ao fundo da escadaria. Daí para a frente o caminho foi por dentro da mata até chegar ao portão de entrada, onde começa o funicular, e partem os autocarros para Braga.

Cheguei ao centro da cidade de autocarro onde comecei a visita a pé. A universidade do Minho foi o primeiro ponto de paragem. Seguimos depois pela zona envolvente do castelo de Braga e descemos a rua do Souto. Aqui fomos forçados a uma paragem. O São Pedro entendeu que devia chover com bastante intensidade naquele momento. Aproveitamos a ocasião e entramos na Sé de Braga. Por azar estava a decorrer um baptizado e ainda assistimos ao fim do mesmo. Com toda esta aventura, eram horas de almoço. Foi difícil encontrar um restaurante pois procurava comer uns rojões à moda do milho e o tradicional Pudim Abade de Priscos. Encontrei o restaurante chamado “O Alexandre”, ambiente rústico e simpático, negócio de família onde comi exactamente aquilo que procurava. E bem que fui servido, comida caseira, da qual pouco se encontra nos dias de hoje.

olharP_braga_02De tarde pouco mais fiz. A maior parte dos edifícios estavam encerrados. Ainda voltei ao centro histórico para comprar lembranças de Braga. Curiosamente, mais uma vez, estava envolvido numa cena religiosa, desta vez, deparei-me com um casamento. Seria essa a minha sina para o fim-de-semana? Parece que estava condenado a isso.

Voltei ao hotel e trouxe as malas. Era hora de ir ao Suburbano para ir para o Porto. A hora marcada era as 15:34 e arrancamos a tabela. Com paragens em todas as estações a viagem foi muito tranquila. Gostei bastante da linha de Braga. Foi calma e fez-se relativamente bem. Na chegada a São Bento, não se podia pedir melhor. Definitivamente os Urbanos do Porto são muito superiores aos de Lisboa em praticamente todos os aspectos. Digo isto pois vi o à vontade das pessoas que circulavam no comboio, havia passageiros que aproveitavam para levar os seus computadores e irem a ver filmes ou mesmo a trabalhar. Todos circulavam com titulo de transporte e não vi nenhuma cena comparável ao dia a dia de um suburbano de Lisboa.

olharP_porto_01Após a chegada, fomos deixar os pertences à residencial onde íamos pernoitar os próximos dois dias. Já a conhecia da aventura do comboio histórico, um dos factores que me fez escolher aquele sítio para dormir no Porto. Logo nos calhou o melhor quarto, aquele que tinha a melhor vista para a cidade do Porto, desde a estação ferroviária até aos clérigos, passando pelas casas típicas do Porto. Aproveitamos o tempo e descansamos um pouco as pernas das caminhadas matinais.

Decidimos sair para jantar, mas antes fomos ver os clérigos. Gostava de lá voltar pois a experiência de subir a torre não foi a melhor, estava muita gente, e como é um sitio apertado era bastante difícil o cruzamento entre pessoas na escadaria. Não consegui chegar ao ponto mais alto da torre por causa desse mesmo motivo. Se calhar, se as subidas e descidas fosse por hora marcada, assim enquanto está um grupo lá em cima, formava-se outro para subir e evitava-se empurrões e já não se punha em causa a segurança dos visitantes.

olharP_porto_02Na cidade havia muita gente, muita confusão, nunca tinha visto tanta gente no Porto, mas fim-de-semana grande já se era de esperar. Procurei um sítio onde jantar, e encontrei na avenida dos aliados. Uma grande variedade de comer e uma simpatia por parte da pessoa que nos atendeu todo o jantar, que até já nos confundia com ingleses, pois éramos os únicos portugueses a jantar ali.

Depois do jantar fomos até a ribeira dar uma volta, as esplanadas estavam todas cheias. O Porto cada vez mais maduro em termos de turismo e é por isso que considero que Portugal é um país turístico, pois somos muito bons nesse campo. Regressei à residencial pois as pernas já doíam, e era tempo descansar.

Amanhã e no próximo texto vamos até Guimarães conhecer a cidade e a linha férrea que dizem ser uma das mais sinuosas do país.