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Museu dos CFM assina um ano este sábado

OcfmMuseu_ Museu dos Caminhos de Ferro de Moçambique na cidade de Maputo celebra o seu primeiro aniversário este sábado 11 de Junho. Para assinalar a data a instituição organiza uma viagem ferroviária e apresenta o Projecto “Vozes Ferroviárias”.

O programa de aniversário prevê, para além de visitas guiadas ao espaço museológico, um passeio de comboio no trajecto Maputo – Machava – Maputo. A viagem de aproximadamente 30 km vai proporcionar o contacto dos mais pequenos com a ferrovia e dar a conhecer a paisagem dos primeiros km da Linha de Ressano Garcia. O CFM reservou para o passeio uma locomotiva e duas carruagens.

A marcar o dia vai estar também a apresentação do Projecto “Vozes Ferroviárias”. “O objectivo do protejo é prestar serviços à memória histórica dos CFM, tendo como base a história oral – que esta a ser feita através de entrevistas, com ênfase nos momentos de vida de vários actores da história dos Caminhos de Ferro”. A recolha dos testemunhos orais em suporte video, explica Elsa Dimene do Museu dos CFM, tem vindo a ser efectuada, e alguma dela já se pode visionar numa visita à exposição permanente do Museu.

Mas esta será também uma oportunidade para conhecer a mais recente incorporação no acervo do entidade. A equipa de conservação e restauro recuperou uma locomotiva a vapor AlCO do inicio do Séc. XX: “A locomotiva a vapor que enriquece o espólio exposto é de linha, série 082, foi construída pela empresa americana American Loco & c◦ Schenectady (ALCO), em 1916. Circulou na Linha de Xai-Xai, no troço Xai-Xai-Chicomo-Maholele de 1916 até a década de 1990. É a primeira locomotiva a vapor totalmente recuperada pela equipe de restauro e conservação do Museu dos CFM“, refere.

Desde a abertura o espaço teve a visita de onze mil visitantes, “número que deve aumentar exponencialmente através da diversificação de programas, nomeadamente exposições temporárias e actividades dirigidas a diferentes públicos”, adianta.

O acervo da exposição permanente compreende uma “locotratora, carruagens, furgão, telégrafos, telefones magnéticos, máquinas de escrever e de calcular, lanternas e lanternins, zorras, marcadores de bilhetes, o primeiro carro bombeiro da então cidade de Lourenço Marques, extintores, balanças, teodolitos”, entre outras peças que ajudam a caracterizar a actividade ferroviária e a evolução do modo de transporte no país.

Como complento ao acervo exposto o Museu permite a consulta de documentos. Na área museológica o visitante pode ler revistas, consultar monografias, ver fotografias, ou assistir vídeos.  Documentação de “valor histórico que retrata a vida da empresa CFM desde o século XIX até aos nossos dias”, explica.

Nas actividades desenvolvidas durante o primeiro ano a técnica do Museu destaca ainda a exposição temporária sobre “ As 10 mais belas estações ferroviárias do Mundo”. A Estação Central de Maputo, edifício que aloja o Museu, foi eleita  no inicio do ano a terceira estação mais bela do Mundo pela revista americana Time, a distinção serviu de mote para o inicio do programa de exposições temporárias da instituição.

Mas a infraestrutura há muito que tem passado despercebida: “Desde 2009 que a estação tem sido citada nas publicações internacionais e nacionais como uma das mais belas do Mundo. Entre as varias publicações internacionais citamos a Newsweek (que elegeu esta estação como a sétima mais bela do mundo), a Condé Nast Traveller,a Travel + Leisure, o Daily Mail, a greensavers, o Business Insider, nas suas escolhas citam a estação moçambicana como uma das mais belas do Universo. Eis a lista das outras estacões eleitas recentemente: Gare du Nord (Paris), St. Pancras International (Londres, Inglaterra), Estação Central de Maputo, Sirkeci (Istambul, Turquia), Southern Cross Station (Melbourne, Austrália), Kanazawa Station (Japão), Union Station (Los Angeles, EUA), Chhatrapati Shivaji Terminus (Mumbai, Índia), São Bento (Porto, Portugal), Union Station (Washington, EUA), Antuérpia (Bélgica), Estação de Kuala Lumpur (Malásia) e Grand Central Terminal de Nova Iorque (EUA)”.

Aberto ao público desde o dia 11 de Junho de 2015, o Museu dos CFM já recebeu mais de 11320 (onze mil trezentos e vinte) visitantes.