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Os perigos em visitar agora o Vale do Tua

O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) alerta que tem “vindo a observar o aumento desses pedidos de informação, tal como temos vindo a observar um crescimento do número de pessoas que estão interessadas em visitar o Vale do Tua”. A interesse que na actualidade pode acarretar riscos adianta a entidade em comunicado:

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Comunicado – 16 de Junho de 2016

O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) é um grupo de cidadãos constituído em Outubro de 2006, e que tem como missão a preservação da memória e vivência da Linha do Tua, uma das mais antigas e importantes ligações ferroviárias do País, que ajudou a desenvolver a região Transmontana ao longo de mais de um século.

Ao longo dos nossos 10 anos de existência, foram já muitos os eventos em que nos envolvemos, e foram também inúmeros os esclarecimentos e informações que prestámos acerca da Linha do Tua, do seu estado ao longo dos vários troços e das possibilidades de percorrer a via.

Ultimamente, temos vindo a observar o aumento desses pedidos de informação, tal como temos vindo a observar um crescimento do número de pessoas que estão interessadas em visitar o Vale do Tua.

Preocupa-nos o estado do leito de via, do corredor ferroviário, e dos próprios trabalhos que estão a ser realizados no Vale do Tua, já para não falar no enchimento da Albufeira, previsto para este mês de Junho.

Assim sendo, vimos alertar os interessados que qualquer visita à Linha do Tua, no troço compreendido entre a Brunheda e o paredão da Barragem está sujeita a grandes perigos, e por isso se encontram sinais e avisos um pouco por todo o lado. Sabemos que, apesar de todas as indicações e sinalização de proibição presentes, há cidadãos interessados em visitar o local, devemos alertar que não ignorem os avisos das entidades que lá operam, nem se coloquem a si próprios ou outros em risco.

Relembramos que o perímetro das obras está delimitado com sinalização de proibição de passagem ao longo dos vários acessos à Linha do Tua. Os túneis foram britados e emparedados, a Ponte de Paradela está a ser desmantelada, os edifícios foram demolidos. Ao longo da via estão a ser aplicados produtos tóxicos para o ser-humano com a finalidade da preparação dos solos para enchimento da albufeira.

A Barragem de Foz-Tua aí está, e infelizmente, a perda da Linha do Tua nos seus primeiros 20 quilómetros, é um facto consumado. Não há necessidade de se colocarem mais vidas em risco, nem de as pessoas se sujeitarem a danos na sua integridade física ou a ficarem presas dentro de algum túnel emparedado e pronto a receber a subida das águas, e onde não é suposto haver mais presença humana.

Também no troço entre Cachão e Brunheda decorrem obras no canal da linha do Tua, onde trabalham máquinas pesadas. Quem quiser visitar esses locais deverá ter muito cuidado e observar a sinalização e avisos.

Pela inversão dos danos ao vale do Tua, sugerimos a participação na campanha “ultimoanodotua.pt”, e relembramos que a Linha do Tua ligou três cidades, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança. Nunca desistiremos de divulgar a Linha do Tua, e de defender que seja posta ao serviço da população e do desenvolvimento.

Pedimos à comunicação social nacional e regional que faça circular esta mensagem, de modo a prevenir mais alguma tragédia.

Com os melhores cumprimentos,

A equipa do MCLT

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