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Alterar layout e reduzir custos na génese do levamento de via algaliada na Régua

img: Nuno Morão

img: Nuno Morão

Ajustar o layout da estação às actuais condições de exploração do troço e a redução de custos associados à manutenção estão na base do levantamento da via algaliada na estação da Régua, apurou a webrails.tv junto da Infraestruturas de Portugal (IP).

O gestor de infraestrutura ferroviário procedeu recentemente ao levantamento da via algaliada na estação da Régua, usada pela Linha do Corgo encerrada desde 2010.

Colocada a questão sobre intervenção na Régua respondeu: “No âmbito da actividade de gestão da rede está a desenvolver-se a beneficiação da superestrutura de via, da Linha do Douro, integrando as soluções de simplificação de layout consideradas ajustadas às actuais condições de exploração ferroviária do troço em causa”, explica a empresa.

Ainda segundo a IP a intervenção tem planificado promover  “a substituição de travessas de madeira na Ponte do Corgo, a substituição de aparelho de mudança de via no acesso ao Posto de Manutenção Oficinal do Corgo e ainda o levantamento da inserção da Linha do Corgo na Linha do Douro, efetuado em via algaliada, medida que, tendo em conta aquela linha de via estreita foi desactivada nos termos da Resolução de Conselho de Ministros nº 45/2011, de 10 de Novembro, permitirá reduzir os custos de manutenção”.

No entanto para António Pinto Pires, autor do Manifesto em Defesa da Via Estreita, o levantamento de via compromete um dos espaços, que considera “dos mais fortes”, na história do caminho de ferro da via estreita em Portugal para valorização futura. Por outro lado defende que entidades como a “Associação Portuguesa do Património Industrial, a APAI, a Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial e o TICCIH, The International Committee for the Conservation of Industrial Heritage”, deviam ter sido consultadas antes da intervenção.