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EMEF: Primeiro Alfa já está em R1

AlfaNo Entroncamento a EMEF já trabalha na renovação de meia vida (R1) das automotoras eléctricas associadas ao serviço Alfa Pendular da CP Comboios de Portugal. Além da intervenção principal, a operação assegura um segundo ciclo no período de vida do material circulante, a aparência interna e externa série 4000 é aposta e vai ser refrescada.

A nova imagem, decorrente do R1, será também uma forma da empresa de manutenção de equipamento ferroviário mostrar conhecimento e competências no segmento da renovação de material circulante com soluções “chave na mão”.

Quando em Outubro o comboio estiver a circular praticamente como novo, “a EMEF já terá para mostrar aos seus clientes internacionais um produto comerciável, e que se apresenta mais competitivo que outros”, explicou fonte próxima da empresa que acompanha o processo.

O processo de intervenção no material circulante da CP será alvo de tratamento para apresentação internacional na Feira Innotrans. O evento acontece em Setembro, e através da Plataforma Ferroviária Portuguesa a EMEF e os parceiros nacionais envolvidos no projecto, vão dar a conhecer a solução completa de produção, execução e montagem nacional.

Tornando-se o evento ferroviário de referência mundial palco privilegiado para apresentar “uma solução portuguesa a 100% no conhecimento, e praticamente auto-suficiente nos materiais”, e a nova imagem dos comboios Alfa Pendular vai mostrar essa ligação.

Num dimensão mais próxima dos passageiros o destaque vai para a combinação nacional de materiais e competências aplicados na composição. Os interiores privilegiam o uso da cortiça, plásticos, e peles. Integração chave na mão que a empresa e os parceiros esperam valorizar internacionalmente para exportação.

Em Portugal quando o primeiro comboio Alfa Pendular for entregue estará melhorado no conforto, segurança dos passageiros, e em particular através da introdução de novos bancos, revestimentos, sistemas de iluminação led, e remodelação da área de Bar e WCs, explica nota de lançamento do projecto em Janeiro.

Os primeiros comboios Alfa Pendular da CP iniciaram o serviço em 1999. Em 2016 contabilizam mais de 41 milhões de quilómetros e mobilidade de mais de 26 milhões de passageiros. A frota de 10 composições deverá estar totalmente revista para um segundo ciclo de vida útil em 2019.

EMEF: Unidades de Negócio

“A EMEF está organizada segundo uma filosofia de Unidades de Negócio. O objectivo passa por dar maior flexibilidade à oferta de soluções de negócio ao cliente”.

Nos primeiros meses de 2016 a EMEF iniciou um novo ciclo na abordagem do seu portefólio ao mercado global. Desenvolveu no complexo oficinal do Entroncamento Unidades de Negócio. Na estrutura central da EMEF as Unidades passaram a ter um quadro de pessoal próprio e autonomia para irem ao mercador oferecer os seus serviços. A procura de flexibilizar oportunidades identificou oportunidades nas Mercadorias e Rotáveis.

A Unidade Negócio ligada aos rotáveis surge como um dos desafios para interpretar o mercado. Apresenta-se com capacidade para reparar todo o tipo de equipamento que pode ser retirado do material circulante. Podem destacar-se sectores como o ar condicionado, engates ou motores de tracção. Nesta área a empresa espera valorizar o portefólio de competências, com particular destaque na reparação de motores. “Onde haja motores de explosão, motores eléctricos a EMEF tem capacidade para se apresentar como solução na reparação e manutenção”, a nível nacional e internacional, refere.

A nível nacional o operador marítimo de passageiros do rio Tejo gere uma frota de embarcações identificada como oportunidade, e já foi apresentada um proposta.

A nível internacional a EMEF está habilitada a prestar serviços after selling para a China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC). O acordo vem na sequência da assinatura de um memorando de entendimento entre a China CNR Corporation, uma das 2 empresas que formam actualmente o gigante ferroviário mundial, a CRRC, e a EMEF celebrado na China em 2014.

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A outra Unidade de Negócio surge centrada no transporte ferroviário de mercadorias. A liberalização do sector é vista como uma área com potencial, e onde a empresa tem soluções para oferecer. Quer na construção de vagões, ou como Entidade Responsável pela Manutenção.

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EMEF: Investimento

A área dos rodados posiciona-se também como um dos sectores tradicionais no portefólio da empresa que a EMEF quer aproveitar e posicionar no futuro. Nesse sentido está a projectar construir “uma oficina de rodados que tenha capacidade de resposta às necessidades nacionais do nosso principal cliente e accionista, a CP Comboios de Portugal, mas também possamos oferecer serviços”, explica.

A oficina deverá optimizar a organização do trabalho actualmente existente numa lógica de linha de montagem. “O rodado entra num lado com determinadas características, percorre um espaço e sai do outro lado completamente reparado”.

A intenção de investimento ronda os sete milhões e meio de euros, e será para desenvolver com recurso a fundos europeus. A materialização da unidade vai permitir à EMEF oferecer serviço em Portugal e Espanha, e responder a pedidos de material circulante de bitola UIC.

EMEF: Ainda na internacionalização

Na actualidade a EMEF posiciona-se perante oportunidades fora de portas. Pese embora existam atritos para concorrer no mercado internacional, como a dificuldade de assegurar provisões a longo prazo, ou estimular quadros face às necessidades. No entanto, a presença na Nomad Tech, uma spin-off da empresa criada em parceria com a Nomad Digital, deixa em aberto oportunidades nos mercados onde esta se apresenta.

A empresa comercializa soluções tecnologias para o sector ferroviário associadas à optimização energética de consumos e manutenção remota de frotas. A Nomad Tech marca presença em países, além de Portugal, na Noruega, Inglaterra, Austrália, Estados Unidos ou Alemanha, e existe a oportunidade alargar a actividade à alta velocidade chinesa.

Através da tecnológica a EMEF, além da colaboração que tem com a participada, fica exposta a outros mercados onde pode ser chamada a colaborar. Posicionando-se como , entre outros aspectos, uma empresa que empresta experiência de anos no sector e soluções na revisão e manutenção de equipamento ferroviário.

Sobre a EMEF

A Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A. fechou o exercício de 2015 registando resultados positivos – pelo segundo ano consecutivo – de 1,378 milhões de euros (EBITDA de 3,1 milhões de euros), correspondendo a um aumento de 52% face aos resultados positivos registados em 2014.

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