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Mota-Engil assegura manutenção do Corredor de Nacala

img: Raul Tomé

img: Raul Tomé

A multinacional brasileira Vale delegou à portuguesa Mota-Engil a manutenção do Corredor de Nacala. O contrato tem a validade de 5 anos e prevê a manutenção de 920 km de canal ferroviário entre Moçambique e o Malawi.

O acordo foi anunciado pela Mota-Engil esta terça-feira. Em comunicado a empresa informou ter assegurado €380M em novos contratos na América do Sul e em África. “Em África, a MOTA-ENGIL através das suas sucursais em Moçambique e no Malawi assinou com a empresa brasileira Vale dois contratos referentes a um protejo de manutenção de linha férrea num valor total de US$128,2 milhões, durante um período de cinco anos”.

Fonte da Mota-Engil confirmou o contrato e adiantou sobre a operação e recursos: “é um contrato por 5 anos, com actividades gerais de manutenção da via ao longo de 920 km. Terá 7 bases de manutenção todas equipadas com meios pesados , cerca de 200 trabalhadores sendo expatriados cerca de 25% numa primeira fase os quais irão sendo substituídos por locais ao longo do contrato e conforme a capacitação a realizar”.

À imagem de outros projecto em Moçambique que contaram com a colaboração de empresas portugueses, a intervenção de manutenção do construtor português no corredor vai contar com a portuguesa EMEF: “A única empresa portuguesa a envolver será a EMEF, na área do socorro ferroviário”.

Os 2 contratos prevêem a manutenção da via no corredor de Nacala, e são dois porque “o corredor de Nacala se distribui por Moçambique e pelo Malawi. Na verdade é como se fosse um contrato que se distribui por dois países”, explicou ainda fonte da Mota-Engil.

Referir que o Corredor de Nacala, uma obra também da Mota-Engil, apresenta-se como a maior construção ferroviária em África dos últimos 50 anos. São 920km de canal ferroviário já em operação. O corredor liga as minas de carvão localizadas em Moatize e o Porto de Nacala em Moçambique, via Malawi.

Além do modo ferroviário, a carteira de encomendas de cerca de €380 milhões, compreende ainda em África, um contrato de construção da estrada “Camama – Via Expresso / Luanda”, e a revitalização dos eixos viários de Luanda (Fase II A), em Angola. Na América Latina, a empresa assegurou um contrato “BR 381/MG – Duplicação, Restauro e Melhorias Subtrecho”, em território brasileiro.