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Aveiro-Mangualde confirmada no radar do Governo

img: Ajpvalente

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Depois de Bruxelas ter reprovado financiar a ligação Aveiro-Mangualde no inicio do mês, o Estado português reafirma a convicção no corredor, embora assuma que sem o suporte europeu não é uma obra prioritária.

Em intervenção esta quarta-feira na Covilhã, o Secretário de Estado das Infraestruturas confirmou que a ligação Aveiro-Mangualde continua a enquadrar a estratégia do Governo para o corredor internacional norte. A ligação integra o Plano Ferrovia 2020 e é considerada prioridade na conexão ferroviária com Espanha e resto da Europa.

No entanto, para efeito de financiamento Connecting Europe Facility (CEF), o projecto foi chumbado por Bruxelas. A análise custo-benefício da obra foi considerada negativa. Mas Guilherme W. d’Oliveira Martins, garante que o projecto será apresentado novamente para financiamento à chamada de  Outubro do CEF.

De acordo com os dados avançados esta quarta-feira, a ligação Aveiro – Mangualde do corredor Norte, apresenta um custo total de €675,3M. A nova linha apresenta o custo de €642,5M, mais €32,8M  para a instalação do sistema de sinalização ERTMS no troço. Do custo total da obra a Tutela espera financiamento de €404,8M do CEF geral e coesão, com a parte portuguesa referente ao investimento publico a corresponder €270,5M.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

No entanto “é uma linha muito onerosa, que envolve quase 700 milhões de euros e que só pode ser realizada com financiamento europeu, mas nós continuamos a insistir”, explicou Guilherme W. d’Oliveira Martins.

A intervenção aconteceu esta quarta-feira 20 Julho na Estação ferroviária da Covilhã, numa sessão que abordou o Plano de Investimentos Ferrovia 2020 – Corredor Internacional Norte, e o Regime de Descontos nas Portagens das Autoestradas do Interior. Como mote esteve a  apresentação do Plano de Mobilidade para o Interior.

A cerimónia contou com a presença do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, do Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’ Oliveira Martins. Bem como o ainda Presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho.