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EMEF vai apresentar estudo para renovação de 25 carruagens sorefame

A Empresa Portuguesa de Manutenção de Equipamento Ferroviário – EMEF pode vir a modernizar 25 carruagens Sorefame do parque de veículos imobilizado da CP Comboios de Portugal.

A confirmar-se a intenção do operador recuperar as carruagens, a solução deverá incrementar o parque veículos para transporte de passageiros da CP, alargar a oferta Intercidades da empresa, e em caso de aumento dos km electrificados na rede ferroviária nacional, um eventual regresso da série 2600 ao activo nos passageiros.

Segundo foi possível apurar, a EMEF vai apresentar um estudo para renovar 25 carruagens,  e se a CP aceitar,  a proposta de modernização avança daqui a um ano, explicou contacto EMEF à nossa Plataforma.

Do lote de carruagens, duas já se encontram no Entroncamento. Uma carruagem salão de segunda classe da série 22-40 e uma carruagem bar da série 85-40.

Material construído a partir dos anos 60 do Séc. XX pela Sorefame.

Os veículos irão ser alvo de análise estrutural, e servirão se base para a proposta de modernização a apresentar pela empresa.

A movimentação e o objectivo também se confirmam do lado da CP. Embora questões afectas ao financiamento da modernização do material, ou análise de projecto e projecções não sejam públicas, existe um ponto de vista para a opção e foi isso que falamos com um ferroviário próximo do operador.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

Confirmando-se a entrega das primeiras carruagens, do lote de 25, dentro de dois anos, o operador expande o parque de material circulante rebocado para 127 unidades. O número de carruagens disponíveis conta na actualidade com 102 unidades, entre sorefame renovadas, 45, e corail, 57.

Por outro lado, para concluir,  se só em 2018 a CP começar a ter mais material para gerir o parque de carruagens, seguidos os trâmites da modernização, a entrega de veículos só deverá acontecer depois dessa data.

Nesse quadro fica em aberto saber como a CP vai responder à procura que “aumentou brutalmente” no Douro estes últimos anos,  em 2017.  Linha onde já assumiu que não tem assegurado um serviço de qualidade.

Quando é público que o operador não é flexível à utilização  de carruagens sem ar condicionado.

Embora viagens de comboio no Douro se prestam a velocidades baixas, janela aberta, aspectos que não desvalorizam aquele tipo de oferta,  e tornam a disponibilidade das carruagens mais rápida e onerosa.