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Linha do Douro: serviço CP coloca em causa qualidade da oferta de operadores turisticos

img: Maria Lemos

img: Maria Lemos

Os operadores turísticos de cruzeiros no Douro com oferta ferroviária nas suas propostas confirmaram este sábado que a CP Comboios de Portugal não consegue responder à procura na região. Em comunicado 3 empresas queixam-se que o operador ferroviário não dá segurança à imagem dos operadores turísticos e qualidade aos seus programas que comportam viagem ferroviária na linha do Douro.

Embora a CP Comboios de Portugal tenha acesso a estatísticas, conhecimento da sua realidade no que diz respeito a material disponível, imobilizado e abatido, e indicadores para projectar o futuro, mostra dificuldade em prestar serviço publico e afirmar a ferrovia como um produto ancora no Douro. Mesmo quando devia haver melhoras.

Este sábado foi a vez dos operadores turísticos Tomaz do Douro, Rota do Douro, Barca Douro, Manos do Douro, e Douro Acima, dizerem que a CP está a colocar em causa o seu trabalho quando utilizam a ferrovia. “Continua a haver ligações suprimidas em cima da hora, sobrelotação das carruagens, faltas de manutenção e avarias recorrentes do material circulante, falhas nos sistemas de ar condicionado, carruagens grafitadas (vidros incluídos) e o recurso reiterado a autocarros que fazem por via terrestre o percurso que milhares de turistas antecipadamente escolheram fazer por ferrovia”, adianta o site da TVI 24 que cita um comunicado conjunto  da Barca Douro, Rota do Douro e Tomaz do Douro, sobre a qualidade da oferta da CP Comboios de Portugal.

Os três operadores marítimo-turísticos, “responsáveis por cerca de 85% dos cruzeiros diários realizados em 2015″,  asseguraram à CP nesse ano “mais de 750 mil euros em viagens de comboio” no Douro. A oferta neste segmento passa por parte do programa utilizar o modo ferroviário. O Turista sobe até ao vale do Douro de barco e voltar de comboio, ou desce o rio de barco e sobe de comboio. Na orgânica da mobilidade entre modos ferroviário, fluvial, e rodoviário, estão as estações do Pocinho e a Régua como os principais interfaces.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

Mas o produto ferroviário é um serviço que não assegura estabilidade na oferta diz a Tomaz do Douro: “apesar das nossas tentativas junto da CP Comboios de Portugal para que preste um serviço ferroviário aos nossos clientes, aquela empresa continua a manter-se indisponível e incapaz de nos prestar um serviço minimamente aceitável, mantendo a instabilidade na linha do Douro, canalizando material para outras linhas, unilateralmente”.

E informa que a partir de hoje, 20 de Agosto, até 9 de Outubro, o transporte previsto para o modo ferroviário vai passar para o modo rodoviário. Uma situação que poderá vir a ser alterada se a CP garantir o transporte dos clientes do operador.

Referir ainda, mas de acordo com a TVI 24, que as operadoras Barca Douro, Rota do Douro e Tomaz do Douro responsabilizam a CP pelas “ desmarcações e pedidos de reembolso de agências de viagens, grupos de turistas estrangeiros e famílias inteiras, pela insuficiente resposta do serviço público ferroviário e inferior valor turístico das alternativas rodoviárias disponibilizadas”.

A fechar o artigo a plataforma da canal cabo remata: “As empresas apelam ainda aos ministérios da Economia e do Planeamento e das Infraestruturas, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, entre outras entidades, para que coloquem a CP e o turismo no Douro no topo das respectivas agendas“.

Artigo completo encontra-se disponível para subscritores.

A webrailst.tv procurou obter posição dos operadores, Manos do Douro, e Douro Acima, mas até ao fecho não conseguimos obter resposta.