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Pacific 231

honegger-001-002Arthur Honegger (1892 – 1955) compositor suíço, fortemente influenciada pela musica francesa, onde vai buscar a sensibilidade, e pela Alemã, de onde retira o rigor, em 1923 compõe o poema sinfónico orquestral Pacific 231, um dos primeiros exemplos de êxito da denominada “música de máquinas”, no dizer John Stanley.

Por sua vez Jean Mitry (1907 – 1988), foi teórico, crítico, historiador e realizador de cinema. Do seu currículo consta a cofundação do cinema circle, que seria o embrião da cinemateca francesa.

Em 1949 realizou a curta metragem Pacific 231 com a qual recebeu o prémio do festival de cinema de Cannes para a melhor montagem.

Honegger confessa a sua antiga paixão pelas locomotivas e refere-se a esta composição não como uma reprodução dos sons da locomotiva, mas como a transcrição das impressões visuais e das sensações físicas que a máquina lhe produzia. Interessava-lhe o inicio do movimento nos seus complexos sistemas, mesmo quando parada, depois o avançar lento sobre os carris e o aumento progressivo da velocidade até que, em plena viagem, atingia a plenitude da velocidade que a potência lhe permitia. Gostava do movimento mecânico.

Por sua vez, também Jean Mitry, recusa para o seu filme o estatuto de documentário. Descreve-o como um ensaio sobre o movimento sinfónico de Arthur Honegger. As imagens, objeto de trabalho do cineasta, associam-se aos sons familiares do movimento das locomotivas a vapor e à composição musical – com orquestra dirigida pelo próprio compositor – fundindo-se numa obra única. O que de aqui resultou é um dos monumentos da arte inspirada pelos comboios.

Para ver e ouvir:

autor: Carlos Barbosa Ferreira