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“Os Caminhos de Ferro e a Guerra” um contributo para a textura da ferrovia

SAMSUNG CSCO Exército Português, o Instituto Superior de Engenharia do Porto, a CP Comboios de Portugal e a IP Infraestruturas de Portugal organizaram em parceria uma Conferência subordinada ao tema “Os Caminhos de Ferro e a Guerra”, que teve lugar no auditório E do ISEP, no dia 14 de outubro. Tendo como objetivo invocar três acontecimentos que marcaram Portugal.

Os 160 anos do Caminho de Ferro Português

Os 100 anos da entrada de Portugal na I Grande Guerra

Os 100 anos da Estação ferroviária de Porto São Bento

Com um programa intenso que nos levou à ver não só a forma de como o comboio alterou o mundo, as vertentes tecnológicas, “primeiras instalações de carris com fins industriais, a invenção da maquina a vapor, as adaptação que nos levaram às locomotivas, que por sua vez possibilitaram o aparecimento dos caminhos de ferro numa escala mundial. Todo o caminho percorrido com uma incursão para uma visão de futuro que nos levará aos motores lineares os Maglev´s.

Em movimento contínuo foi abordado o tema de guerra e na sua base as alteração de paradigma, “movimento apeado para transporte massivo em vias férreas“, que levaram as deslocações em grande escala de soldados e equipamentos militares no esforço de guerra. Tomamos por exemplo a guerra civil Americana e a I Guerra Mundial, na essência a importância que o caminho de ferro teve nestes conflitos.

Desta forma foi concluída a parte matinal. No início da tarde os temas eram mais específicos tinham o ênfase na Cidade do Porto e na sua estação Central. Podemos dizer que as apresentações nos levaram a perceber a influência do Porto nos destinos de Portugal. A enorme vontade dos Portuenses em estar na dianteira do movimento de desenvolvimento de Portugal e a lutas que travaram para acompanhar o Progresso. Ficamos com os exemplos de ser o Porto a 1ª cidade portuguesa a ter Carros Americanos.

A vontade férrea dos portuenses em ter uma estação central que estivesse no coração da cidade e que fosse um símbolo da cidade. Desta forma é criada a estação de Porto São Bento, neste momento são debatidos os mais diversificados pormenores da sua criação, (anteprojetos, projeto aprovado), e mais importante o objetivo da criação da estação, a mobilidade dentro da cidade aos cidadão.

Na ultima apresentação o tema era a ação do Batalhão de Sapadores de Caminho de Ferro, na Flandes e a sua importância no esforço de guerra. Pela necessidade de transportar tropas equipamentos militares como tanques, carros peças de artilharia, munições e os mantimentos das tropas.

A necessidade de ter os caminhos de ferro sempre operacionais, para que a frente de combate pode-se ser constantemente abastecida, neste ponto, torna-se claro que não sendo este um batalhão que luta na frente de combate era imprescindível neste esforço de alimentação do teatro de operações.

O colóquio “Os caminhos de Ferro e a Guerra” foi encerrado por sua Ex,ª o Ministro da Defesa Nacional Dr. José Alberto Azeredo Lopes.

Em conclusão podemos dizer que as inovações tecnológicas trazem sempre alterações de paradigmas. Com especial enfoque para o período da revolução industrial que levou a revolução dos transportes.

Por contágio estas revoluções são refletidas na sociedade nos seus diversos campos, para os mais diversos fins sejam para a mobilidade do cidadão ou para a deslocação de tropas, mudam por completo as sociedades.

Rui Vilaça